30/10/2015 04hrs30min;
- Ei, acorda, acorda, já são 04hrs30min. da manhã, precisamos fazer uma ronda, afinal, estamos no primeiro dia ainda do acontecido, e tudo pode acontecer daqui pra frente! Fala Sérgio.
- Cara, você dormiu pelo menos?
- Não Feh, não consigo fechar os olhos, sabendo que por trás dessas paredes estão muitas pessoas mortas vivas, andando de um lado para outro, a procura de qualquer louco que der a cara para bater!
- Ta, ta Mona, fique calmo, vamos lá fazer a ronda, e olhar as coisas! Fala Fernanda levantando-se. E assim, os dois saíram da sala deixando Pedro e Keltyn dormindo.
- Eles estão realmente cansado né Serginho?
- Sim Feh, foi um dia e tanto!
- E coloca e "tanto" nisso, ainda sinto dores na cabeça da paulada que você me deu.
- Me desculpa! falou Sérgio.
Eles continuaram fazendo a ronda, começaram pelo jardim onde havia um pequeno parque, olharam ao redor por detrás das salas do lado esquerdo, a sorte era que a creche era cercada por muros enormes e bem sólidos, um trabalho a menos para todos, na frente existia grades, resistentes e altas, e um belo portão, que também já lhes dariam menos trabalho. A creche era enorme com certeza, existia uma caixa d'água, bem alta, onde tinha como faze-lá de observatório, tinha a sala da diretoria, que tinha vários materiais, que ajudariam em muitas coisas, uma sala de vídeo bem confortável, e uma sala de professores com muitas mobílias, inclusive puffs, que pareciam mais com camas, uma grande cozinha, com um grande armazenamento de água mineral, e algumas comidas que durariam algum tempo, porém, outras não durariam muito, um belo fogão e tudo que precisasse para uma estabilidade naquelas condições.
- Amigo, precisamos com urgência pôr esses restos de zumbis para fora, o cheiros deles está ficando insuportável. Fala Fernanda se aproximando da pilhas de mortos.
- Isso que estava pensando, precisamos chamar o resto da galera para nos ajudar.
- Calma, vamos deixar eles descansar mais um pouco. Diz Fernanda.
Pruff ...
- Que barulho foi esse? Fala Fernanda levantando a Katana.
- Não sei mona, mais quero descobrir, veio da cozinha! Serginho fala andando em direção a cozinha.
- Calma Serginho, vamos com cuidado, se for outro deles isso é um grande problema porque não vamos estar seguros.
- É disso que estou com medo! Serginho fala chegando na porta da cozinha. Os dois se aproximam cuidadosamente, quando se deparam com algo.
- MEU DEUS! Diz Sérgio com a mão no peito.
- Cara que susto nos deu Silvânio! o que está fazendo? Pergunta Fernanda.
- Calma gente, eu também estou vivo, e não me alimento de pessoas não, precisava comer né, então vim preparar algo. Diz Silvanio com a boca cheia de pão.
Logo após, Ana Maria sai com uma frigideira na mão com ovos mexidos.
- Vamos comer gente, porque o dia vai ser puxado. Diz ela.
- É né, podem se servirem, preparem algo para a gente, e para Pedro e Ketlyn, que se encontram dormindo ainda.
- Pode deixar. Diz Silvânio e Ana Maria. Fernanda e Sérgio se dirigem a sala dos professores, já que era um lugar bem aconchegante.
- Bom, continua na mesma, muitos deles lá fora. Diz Sérgio olhando pelo vidro da janela.
- E vai continuar Mona, pode ter certeza, agora precisamos pensar no nosso próximo passo! Sabe nunca me imaginei que meus últimos dias de vida fossem baseados em estudos e tudo bem organizado...
- Muito menos eu, odeio estudar. Fala Serginho sentando na mesa, ao lado de Fernanda.
- Amigo, que sala é aquela que fica afastada de todas as outras sala? Pergunta Fernanda apontando para uma sala que ficava ao lado da caixa d'água.
- Não sei, nunca entrei lá.
- Você tem todas as chaves daqui né?
- Sim, quando matamos os funcionários "Zumbis" aproveitamos e pegamos. Diz Sérgio.
- Vamos lá, é a sala zero três, pegue a chave com essa numeração.
- Okay, deixa eu ver aqui qual delas é. Serginho, procura a chave, até que encontra.
- Pronto, aqui está a chave, vamos Feh.
- Vamos.
Para a surpresa deles, era um enorme gerador, eles não acreditavam no que estavam vendo. Luz nestas horas, era mais bem vinda do que tudo.
- Meeeeu Deus, eu não acredito! Que sorte! Você sabia que aqui tinha Gerador? Pergunta Fernanda.
- Não fazia a menor ideia. Diz Sérgio.
- Mona, o único lugar que tinha gerador e que tinha conhecimento, era a prefeitura da cidade, aposto que tem gente viva escondida lá, afinal aquele lugar seria minha segunda opção de porto seguro.
- Bem pensando prima, realmente, caso não existisse essa creche eu certamente optaria por lá.
- Ótimo, Pedro e Ketlyn, dormiram demais, vamos reunir a galera toda e vamos sair.
- Tomara que você esteja certa. Diz Sérgio quase sem voz.
Acordaram os que estavam dormindo, e logo se puseram na cozinha, os que faltavam comer, comeram e iniciaram um debate em relação a suas atitudes pelo restante do dia;
06hrs00 da manha.
- Pessoal, escutem, temos uma noticia boa, até que enfim uma notícia boa boa. Diz Fernanda voltando, depois de pôr o prato na pia.
- Meu Deus, obrigado! Ketlyn fala.
- Até que fim, alguma coisa boa nisso tudo. Pedro continua.
- Mais e ai, qual é a novidade? Pergunta Ana Maria.
- Sim, qual é, porque sinceramente para ser boa, tem que ser uma milagrosa né, porque essa situação está indo de mal a pior. Diz Silvanio com o otimismo que causava ira em Fernanda.
- Calma gente, é boa sim, explica Feh. Diz Sérgio.
- Obrigado primo! Então, como estava falando, temos até que enfim, uma noticia que pode ser considerada boa. Encontramos um baita de um gerador aqui na creche.
- O QUUUUE? Todos menos Serginho e Fernanda fala.
- Isso mesmo, temos enérgia, por alguns dias, podemos fazer uso dela de um modo racional.
- Meu Deus vou poder ouvir minhas divas, isso é um arraso. Grita Silvanio.
- Epa, epa, vamos com calma, que ninguém vai sair por ai desperdiçando com besteiras como essas não. Diz Sérgio.
- Agora pronto, isso tem nome, se chama R-E-C-A-L-Q-U-E, baby.
- Recalque o que? Sérgio, parte para cima de Silvanio que logo se prontifica para revidar qualquer movimento do mesmo.
- Eeeeeei. Fala Fernanda entrando no meio dos dois.
- Querem parar com isso? Eu sei que vocês não são os melhores amigos do mundo, e nem são obrigado a serem, mais devem se respeitar a partir de hoje. Silvânio por enquanto suas divas vão esperar, até garantimos que podemos utilizar dessa energia, por hora guarde seu celular.
- Okay, e o que vamos fazer no momento? Pergunta Silvânio.
- Acho mais viável escolhermos um líder e um sub líder, caso, o primeiro, que não quero que aconteça, morra. Diz Fernanda.
- Eu volto em você para ser o líder Fernanda. Diz Pedro.
- Eu também. Diz Sérgio.
- É acho que eu também, mesmo não gostando da parte de ter outro substituto caso o primeiro morra. Ketlyn com a cabeça baixa fala.
- É então, fico com você também. Diz Ana Maria.
- E você Silvanio? Pergunta Fernanda.
- Com você claro.
- Okay. Obrigado. Diz Fernanda.
- E o Sub líder? Pergunta Sérgio.
- Bom, eu acho que como fui escolhida com maioria, posso escolher o sub. O que vocês acham?
- Por mim tudo bem, Fala Ana Maria.
- Por mim, e por ketlyn também. Diz Pedro.
- É! A vontade. Diz Sérgio.
- Humrum. Diz Silvanio.
- Okay, então eu fico com Sérgio. Fernanda conclui.
- Ooooo quueeee? Euuu? M-mais , mais porque eu?
- Porque eu acho bem cabeça para isso, afinal ta saindo melhor que meu braço direito. Fernanda fala dando um toque na mão de Serginho.
- Okay, então agradeço desde de já. Diz Sérgio.
- Que bom, de nada parceiro, sabe que somos mais que primos, somos irmãos. Pessoal, é o seguinte, vamos ter a primeira regra dada pelo líder, e claro que vale a concordância do sub líder, certo?
- Sim. Todos falaram.
- Ótimo, então, nada de vocês fazerem algo sem o conhecimento do líder...
- Como assim? Tudo que eu fizer vou ter que falar? Pergunta Silvanio já se alterando.
- Se você tivesse me deixado concluir né, eu sei que você odeia seguir regras, mais vamos tentar ser modesto nessas. Fernanda Diz
- Okay. diz Silvanio.
- Então, como estava falando. O que estou querendo regrar é o seguinte, nada de tentar sair do porto seguro sem meu conhecimento e nem o conhecimento do Sérgio, e nada de tentar alguma loucura do tipo, querer se matar, se jogar no meio dos nossos amiguinhos que viraram canibais, okay?
- Mais que certo Mona. Diz Sérgio.
- Okay. todos responde.
- Ótimo. então essa é nossa primeira regra, ao longo da convivência vamos adquirindo mais. Então, poucas pessoas tem conhecimento de geradores na nossa cidade, mais o que todos sabem se localiza na prefeitura, onde possivelmente pessoas vivas, estejam se abrigando. E vamos dar uma checada depois.
- Lá vem você com essa de sair, de novo. Temos tudo aqui. Fala Ketlyn.
- Não, não temos tudo Ketlyn. Precisamos de medicamentos, de comidas, de gasolina, de pessoas, de tantas coisas que você nem imagina. Diz Fernanda.
- E como vamos fazer isso? Pergunta Ana Maria.
- Então se vocês notaram tem um Hilux uma estrada e uma Vam de carregamentos no estacionamento da creche. vamos utilizar a Vam para isso, observando eles hoje, notei que estão fracos, não sei se vão ser sempre assim, mais o que importa é que por hora, eles não tem força para quebra um vidro de carro e muito menos abrir uma porta, e nem virar um carro.
- Isso pelo menos é uma saída para a gente. Sergio fala.
- Isso mesmo Serginho, super saída. Agora precisamos tirar nossos amiguinhos do pátio, pois o odor dos corpos não está me caindo bem.
- A ninguém (Risadas) fala Ketlyn. E todos concordam.
- Então vamos lá, joga-lós pelas grades da creche para fora daqui.
- Eu me recuso a pegar nisso. Ketlyn fala.
- Pow Ketty, todos nós temos que ajudar. Diz Sérgio dando um abraço na colega.
- Só sendo que irei colocar minhas mãos de fadas nisso ai. Silvanio fala saindo da cozinha.
- Bom, vai pela consciência de cada um né, não posso obrigar a ninguém, ainda. Fala Fernanda séria olhando para todos, e logo deixando o local, se dirigindo ao patio.
Ela olha os corpos, realmente estava insuportável o cheiro deles. logo chega Ana Maria, Sérgio, Pedro e Ketlyn.
- Precisamos de materiais gente. Diz Fernanda sorrindo ao ver que aqueles iriam ajudar.
- Eu peguei algumas cordas na minha casa. Diz pedro
- Ótimo pega lá.
- Aqui tem alguns lençóis no berçário, poderíamos colocar eles e amarrá-los e subir pelas grades através das cordas e puxá-los para que sejam jogados para fora. Diz Fernanda.
- Ótima ideia. Vou pegar os panos. Sérgio diz. Já se dirigindo a sala onde se encontravam os mesmo.
- Beleza Mona. Ah Ketlyn, só pra lhe informar, eu vi luvas de lavar pratos, la no deposito da cozinha, porque você e Ana não as colocas?
- Isso é uma ótima ideia. Diz Ketlyn, pulando de alegria, em não ter que tocá-los.
- Eu vou buscar, espera. Diz Ana
- Vai lá, Aninha. Diz Ketlyn.
Ana sai em direção a cozinha.
- Prevejo dias nublados neste porto seguro. Fernanda diz franzindo a testa para Ketlyn, Sérgio que já estava voltando, ouviu e perguntou.
- Porque Mona?
- Temos a cooperação de todos, menos a de Silvânio, como sempre, ele nunca ajuda, sempre faz merda, mimado demais, muito bipolar e anti-social, dessa forma, vamos ter vários caos aqui dentro.
- Ishi, pior que é verdade. Ketlyn fala.
- Né, eu não gosto muito dele. Diz Serginho.
- Isso nem é novidade Mona.
- Aqui está as luvas, a gente trouxe uma pra cada. Diz Ana Maria, entregando a cada um, um par de luvas.
- Obrigado Ana. E obrigado, por nos ajudar também. Fala Fernanda sorrindo para a mesma.
- Que isso, se vamos viver todos juntos, precisamos nos ajudar, não é hora para está com individualismo, picuinhas e frescuras bestas. Diz ela olhando em direção a Silvânio que se encontrava sentado em um Puff.
- É verdade, mais vamos lá pessoal, mão na massa!
- Não é nos mortos não? Pedro fala sério. Todos riem.
É, assim eles envolveram os corpos e amarraram todos, foram para as grades, e logo jogaram os corpos do outro lado da creche. E ficaram olhando a movimentação, realmente as pessoas conhecidas estavam todos ali, e cada um temia por ver seu pai ou sua mãe em um deles. Poderia até ser loucura, mais a esperança que eles iriam se encontrar estava viva em cada um que estava presente.
- Bom pessoal, vamos continuar, porque se formos nos lamentar quem está entre eles e quem não está, vamos ficar o resto da vida aqui. Diz Fernanda, se dirigindo para dentro da creche.
- É vamos lá, Diz Serginho seguindo ela.
Todos voltam a se reunir na sala onde tinha dormido. Ana Maria já havia passado seu colchonete para lá, o mesmo fez Silvanio.
- Precisamos nos vestir bem, precisamos de agasalhos, não quero ser mordida facilmente. Falou Fernanda.
- É, eu também não. Diz Ketlyn.
- E onde vamos arrumar? Pergunta Pedro.
- Pelo que vi, todos os estabelecimento estão aberto, o que nos assegura que isso aconteceu umas seis para sete horas da manha. Então vamos entrar e pegar roupas, comidas e medicamentos. Fernanda conclui.
- Então para essa tarefa coloque as pessoas que não tem coragem de matar para pegar as coisas, e os que tem, para nos dar cobertura? Diz Ketlyn.
- Uma boa ideia, Ketty. diz Serginho.
- Então vai ser assim mesmo. Fala Fernanda.
- Já vou avisando que fico para pegar as coisas, não mato nem um pernilongo imagine um zumbir, mais fácil ele me comer vivo. Diz Silvânio.
- Disso eu já imaginava. Diz Fernanda sarcasticamente.
- Eu dou cobertura. Pedro falou.
- Eu também. Sergio continuou.
- Se precisarem eu dou também. Ana Maria disse.
- Vamos fazer assim, tem seis pessoas aqui, três pegam as coisas e três dão cobertura, vamos ficar cada qual com uma pessoa, mais caso outro precise de ajude não deixe de ajudar. Eu vou ficar na parte de dar cobertura. Finaliza Fernanda.
- Ótimo, eu dou cobertura a Ana Maria, Sérgio fala.
- Eu dou a Ketlyn. Pedro fala.
- Então fico dando cobertura a Silvânio. Beleza, então vai ser assim, o portão da garagem é fácil de abrir e fechar, uma pessoa vai abrir e vamos sair com tudo, e pararemos para que ela feche o portão e já pule pela parte de trás que vai estar aberta, e assim que a mesma pessoa pular, outras duas fecham as portas, e vamos embora. Okay? Fala Fernanda.
- Sim, mais quem vai ser essa pessoa que vai abrir o portão e fecha-ló? Pergunta Ketlyn.
- Boa pergunta Ketlyn, quem dirigem bem aqui? Fernanda Pergunta. Todos ficam se olhando, só quem mandavam bem na direção dali e que eles tinham conhecimento era Fernanda. Então todos falaram.
- VOOOOCÊÊÊ CLARO.
- Há, pois me desculpem achei que alguém dirigia aqui, então eu não posso abrir o portão, vou está na direção. Quem se habilita a abrir o portão e fecha-ló?
- Eu Mona. Diz Sérgio.
- Ótimo, já sabia que seria você, então vamos cuidar, pegue mochilhas e sacolas, o que tiverem para colocar coisas, e as pessoas que vão dar cobertura peguem suas melhores armas, e de preferência, armas silenciosas, iremos usar pistolas ou outras armas de fogo só quando for necessário, não quero muito barulho, para não chamar muita atenção deles.
- Certo. Todos falam.
Fernanda pega sua jaqueta de couro preta, uma regata preta, calça de couro preta, e botas de policiais, que seu pai utilizava para caçar. Veste e depois, pega o cinto com balas e poem na cintura, coloca a arma calibre 38 ao lado, o que causa espanto em Sérgio que vai entrando e se assusta com a performance da amiga.
- O que é isso? Arrasou... Ele rir.
- Isso é um meio de sobrevivência. Os dois riem, Fernanda joga um moletom para que o amigo vestisse.
- Obrigado Mona. Diz Sérgio.
Fernanda coloca uma barra de ferro preza nas costas juntamente com sua Katana.
- Estamos prontos? Ela pergunta sorrindo para Sérgio, que estava com dois facões, moletom preto e grosso, camiseta por baixo, calças de um tecido grosso, e botas. Na cintura estava uma barra de ferro e uma pistola.
- Acho que sim. Vamos lá? Diz Sérgio.
- Vamos. Os dois se dirigem a porta da sala.
- Há Sérgio. Seja rápido, eu vou odiar ter que sair do carro para arrancar cabeças de zumbis de primeira, seja cuidadoso. Diz Fernanda a ele.
- Se isso quer dizer, um "Boa Sorte Sérgio, cuidado amigo, amo você, vou odiar lhe perder" Obrigado Mona. Diz Sérgio, ironicamente. enchendo o saco da amiga.
- Engraçado você viu! Vamos logo. Fernanda vai até os outros. Todos estavam bem arrumados e preparados.
08hrs00 da manha
- Então podemos ir? Fala Fernanda.
- Sim, Ana Maria, Pedro e Silvânio respondem.
- Ótimo. Vamos, onde estar a chave da Vam, Sérgio? Pergunta Fernanda.
- Tem três aqui, destrave e veja qual é a chave. Só não ligue o alarme para chamar atenção deles, por favor! Diz Sérgio, entregando as chaves a Fernanda.
- Vou tentar. Diz ela. Foi de primeira, ela pegou pela marca do carro, todos já estavam bem preparados, Fernanda realmente estava apreensiva, Silvanio ia na frente com ela, Ana Maria estava na parte de trás da vam, Ketlyn e Pedro iriam fecham a porta da Vam assim que Sérgio entrasse. Sérgio, estava com muito medo, porém, tentava não demonstrar isso, queria mais que todo mundo mostrar que era capaz de fazer algo, sem ser um bebê chorão.
- Então no três. Fernanda pois os dedos para fora, para indicar a contagem a Sérgio que já estava com o Portão destravado, só era levantar.
Contagem 1... 2.. e..3. Vaaaaaai
Sérgio abriu o portão, os zumbis logo notaram e vinheram em sua direção ele que já estava com um fação na mão, esperando Fernanda passar, na mesma hora Fernanda acelerou com tudo e jogou longe alguns zumbis que tava na frente, Sérgio baixou o portão, mas, a chave ficou presa e nisso Ketlyn e Pedro o chamava.
- Vem logo Sérgio, ta vindo um monte deles ai. Diz Pedro
- Meu Deus, cuidado, anda logo Serginho. Diz Ketlyn.
Fernanda Notando o que tinha acontecido, deu ré quase atropelando Sérgio, que caiu dentro da Vam, sendo puxado por Ketlyn e Pedro, alguns zumbis pegaram na perna dele, que logo saiu chutando e arrancou-lhe as cabeça com os fações.
- Vai, vai, vai. Grita Ana Maria.
Fernanda sai de arrancada atropelando vários deles, e seguindo em direção ao centro da cidade. No caminho ela via algumas ruas vazias e aproveitava e ia por ali. Chegando no primeiro mercado desceram e fizeram o combinado cada qual protegendo a pessoa que tinha sido escolhida, era um tipo de terceiro olho, um pela frente e outro por trás, tinha alguns zumbis e logo foram vistos lá no final da rua, vários vinham em direção a eles.
- Vamos andar, porque logo, logo não vamos dar conta, vão ser muitos e estamos em menor quatidade! Disse Fernanda.
Peguem alimentos enlatados e aqueles que vão demorar a se estragar. Disse Sérgio.
Logo, Ketlyn foi por uma estante pegando pães e alimentos enlatados que aparecia pela frente. Em seguida, deu de cara com a dona do mercado. Sim, já era uma Zumbir, Pedro tratou de mata-la, agora Ketlyn já estavam em pranto, chorava e fazia seu trabalho.
- Ketlyn, não é hora pra está chorando, vamos seja rápida está vindo muitos deles ali. Diz Pedro
- Eu sei Pedro Emanuel.
Ao lado deles estavam Ana Maria catando as coisas na estante do lado da de Ketlyn, e Sérgio lhe acobertando. Nesse meio tempo Silvânio sai em direção aos frios e catando bebidas, refrigerantes, bombons, cervejas, pegava tudo que via pela frente, Fernanda estava muito ocupada matando zumbis que estavam vindo em sua direção, quando ela notou o que ele estava fazendo.
- Seu idiota, o que você está fazendo? Para que queremos bebidas, isso é em ultimo caso se der tempo pegar, quando ela vira para ver se tem algum zumbir já é tarde, Ketlyn fala quase gritando.
- Nãããão, Feeernanda, cuiidado!
Quando ela olha, é um zumbir em cima dela, só dar tempo de segurar o pescoço dele para que ele não a mordesse, Silvânio corre para o lado de Ketlyn, que estava sendo acobertada por Pedro, que tava tentando se livrar de três que estava vindo, Ana maria pega uma barra de ferro e vai acertando os que podem, Sérgio, corre para onde Fernanda está.
- Seu, filho da puta, acha que vai me matar assim. Diz Fernanda ao Zumbir, que incansavelmente tentava morde-lá, e logo atrás vinha dois. Sérgio arrancou a cabeça dos dois, que vinham mais próximos.
- Aguenta ai mona, estou chegando. Diz Sérgio para Fernanda.
- To tentando cara, mais ele ta fodendo com tudo aqui. Fernanda quase sem força, tenta chuta-lo mais ele a derruba, o que agrava ainda mais a situação, Keltyn continuava pegando as coisas, e rezando para que Fernanda saísse dessa, evitava olhar para não ver o que não queria, ela tentava manter a respiração normalmente, o que era impossível. Durante esse tempo, passou uma moto fazendo maior barulho, o que atraiu atenção de muitos que voltaram seguindo a moto. Sérgio golpeia o zumbir por trás e lhe arranca a cabeça. deixando sangue de zumbir pela roupa de Fernanda inteira.
- Me desculpe, mais foi o jeito lhe ajudar. Diz Sérgio, dando a mão para Fernanda Levantar.
Fernanda levantou, tirou o excesso do sangue.
- Vamos ser rápidos, pegamos o suficiente? Pergunta ela.
- Acho que sim, diz Ana, com sacolas e mochilhas cheias.
- Vamos então, vocês viram que tem gente viva por aqui. Vamos dar uma olhada, Fernanda sai do mercado, com muita raiva, matando qualquer zumbir que vinhesse em sua frente. Logo todos colocam as coisas atrás do carro e fecham a porta. Na frente agora vai Sérgio com Fernanda. Nesse momento, passa dois cara na mesma moto, fazendo maior barulho, Fernanda sai de arrancada atrás deles, entrando na BR, notando que tinha mais de cinquenta deles mais na frente, sem sombra de duvida, eles estavam cercado e iriam cair, acelerou mais para tentar chegar a tempo, eles bateram e logo levantaram um estava com uma Katana parecida com a de Fernanda, e saiu cortando a cabeça deles, o que ia dirigindo estava machucado e estava mancando, ele estava com um pé de cabra á mão, estava com muita dificuldade de acerta os zumbis. Fernanda chegou curvando e freando a Vam em cima dos zumbis que estavam cercando eles.
- Mande abrir a porta e puxarem eles ai Sérgio. Diz Fernanda.
- Abram a porta para que eles entrem rápido gente. Sérgio passa o comunicado para o pessoal de trás. Pedro que estava próximo a porta abriu e deu o braço para o mais ferido primeiro, que tratou de pular dentro, Ana Maria desceu e ajudou o que estava com a Katana na mão, e foram andando de costa até chegarem na porta de trás do carro onde entraram e fecharam a porta, e Fernanda tirou de arrancada fazendo o mesmo percurso para a creche, agora as ruas já tinha bem mais zumbis, quando chegou na creche, Sérgio desceu e correu e abriu o portão, entrando pra dentro primeiro, tinha poucos zumbis, o movimento estava mais no centro, Fernanda arrancou e entrou estacionando a Vam, Sérgio fechou rápido o portão, e logo escutou o barulho dos zumbis batendo no mesmo. Pedro abriu a porta de trás da Vam para que pudesse tirar os suplementos coletados e conhecer os estranho, que ainda estavam de capacetes. Logo Fernanda desceu pegando a Katana e apontando para os estranhos, Sérgio fez o mesmo com os fações e Pedro também. Ketlyn e Ana Maria estavam ao lado e Silvanio por trás.
- Muito bem, Estão contaminados? Como se chamam? Tirem o capacete. Diz Fernanda apontando para eles.
- Calma. Diz o dono da Katana abaixando-a, e tirando o capacete.
- RUUUUBENS? Diz Fernanda e Sérgio.
- Sim, sou eu. Não estamos contaminado não, vocês chegaram em boa hora. Diz Rubens. Nessa mesma hora Douglas tirou o capacete, e sorriu.
- Douglas. Serginho falou.
- Oi Serginho.
- Gente, como vocês sobrevirem? Ketlyn boquiaberta pergunta.
- Oras, da mesma forma que vocês, se escondendo. Rubens diz.
- Onde estava? Serginho vai se aproximando quando Fernanda o Interrompe.
- Desculpe meninos, eu estou muito feliz em vocês estarem vivos e com a gente aqui, mais tenho que verificar se vocês realmente não está contaminados. Me desculpe mesmo.
- Pra que isso Feh? Eles já disseram que estão bem, não precisa disso. Sérgio repreende.
- PRECISA SIM. ANOTEM AI, SEGUNDA REGRA. CADA PESSOA QUE ENTRAR NO NOSSO PORTO SEGURO, TEM QUE PASSAR POR UMA VISTORIA, PARA TERMOS CERTEZA DE QUE NÃO FOI MORDIDO, E NEM CONTAMINADO DE NENHUMA FORMA. fui clara? Ninguém a responde.
- EU FUI CLARA PESSOAL? Fernanda altera a voz.
- SIIIM, todos dizem.
- Ótimo. Então, ela entrou para uma parede que tinha por trás da garagem, os meninos ficaram despido, e ela examinou todos as partes do corpos deles, nenhum sinal de mordida, Douglas estavam meio arranhado na perna, tinha adquirido na queda a poucos estantes.
- Muito bem, se vistam e espero vocês na mesa do lado de fora da cozinha. Fernanda deixa o local. Logo eles se vestem e pegam suas coisas, se dirigem a mesa onde estava Silvânio sentado, e Ana Maria que acabara de chegar, acompanhada de Ketlyn, q sentam-se na mesa, logo depois Sérgio, Pedro e Fernanda chegaram. Todos sentaram ali, era longa tinha espaço para umas trinta pessoas.
- Bom, quero primeiramente pedir desculpa, por ter feito vocês tirarem a roupa, é só uma questão de tática, precisamos ser muito cautelosos nesses tempos, não levem para o lado pessoal, precisava verificar mesmo, eu sei que vocês estavam falando a verdade, porém, nos tempos que estamos vivendo, qualquer abrigo é um prato cheio, e sejam bem vindos, esse é nosso porto seguro, por enquanto.
- Obrigado. Os dois falam.
- Lá fora está realmente um caos, fomos na cidade vizinha, está pior que isso, temos sorte por termos uma população pequena. Douglas diz.
- Vocês já vem da cidade vizinha de moto? Sérgio pergunta.
- Não estávamos de carro, dai saímos catando qualquer veículo com gasolina que aparecia na nossa frente, e o ultimo que achamos foi a moto. Douglas respondeu.
- As cidades vizinhas estão da mesma forma gente? Ana Pergunta.
- Sim, desta mesma forma. Responde Rubens.
- Nenhum sobrevivente vocês viram? Ketlyn pergunta.
- Vimos alguns, mais foram mortos. Conhecidos, vocês estão sendo os primeiros. Rubens fala.
- Pra falar a verdade Rubens, eu acho que vi João Pedro, e Valeska correndo pelas calçadas da praça de evento quando passamos por lá. Douglas diz.
- JOÃO PEDROOO? VALESKA? Precisamos voltar lá agora mesmo. Grita Ketlyn.
- Calma Ketlyn, deixem eles concluírem. Fernanda fala, tentando acalma-lá.
- Mais acho muito difícil eles estarem vivos, existia uma multidão de zumbis na praça, estavam devorando Fabíola e Juliana. Douglas fala e baixa a cabeça.
- Eu realmente não vi ninguém, além de muitos zumbis, desculpe gente, não posso ajudar muito, mais acho meio difícil eles estarem vivos, pela quantidade de zumbis que vi. Rubens conclui.
Ketlyn, levanta da mesa chorando e segue em direção ao novo quarto.
- Ketlyn? Grita Fernanda.
- Deixa ela, ela precisa de um tempo, afinal era melhores amigos dela. Ana diz.
- Vou lá com ela. Diz Pedro saindo em direção a irmã.
- É, pra mim deu, vamos pro quarto Ana? Pergunta Silvânio.
- Vamos! Tchau pessoas.
- Tchau Ana, Diz Douglas, Sérgio, Rubens e Fernanda.
A sala onde estava sendo o quarto era enorme, tinha espaço para umas vinte pessoas, tinha dois comôdos. Assim, ficou Silvânio na ponta da sala, ao lado, Ana Maria, um espaço enorme o de Pedro e mais a baixo Ketlyn estava, Fernanda ficava ao lado de Ketlyn, e Sérgio também. Continuaram sentados na mesa conversando sobre os últimos acontecimentos algumas horas.
11hrs00min;
- Gente, o papo tá ótimo, mais precisamos nos alimentar, nos organizar, vocês tem roupas nessas mochilhas de vocês? Fernanda pergunta, a Rubens e a Douglas.
- Sim! Temos! Rubens responde.
- Ótimo. Eu vi algumas toalhas aqui, peguem uma pra vocês dois. Diz Fernanda.
- Está certo. Diz Douglas levantando e indo pegar a toalha onde Fernanda havia apontado.
- Gente não gastem muita água, sejam cautelosos, vamos resolver o problema da água ainda. Sérgio diz.
- Pode deixar Serginho. Diz Douglas piscando para ele. Que o mesmo fica todo derretido.
- Você viu Mona? Ele piscou para mim? Sérgio pergunta todo animado.
- Sim, vi,que bom né? Fernanda levanta sem meias palavras. E sai andando, logo depois volta..
- A propósito, como Silvânio, Ana e você estão com roupas? Ela pergunta para Sérgio.
- Há, a gente voltou em casa logo depois que nos encontramos e decidimos vim para cá, deu tempo e pegamos muitas roupas, já que moramos perto daqui. Sérgio responde.
- Ah, que bom então. Fernanda vai se retirando de novo, quando Sérgio lhe chama.
- Feh, está chateada com o que aconteceu hoje com o zumbir?
- Sim estou muito chateada com a irresponsabilidade de pessoas, com o egoísmo sabe? Com uma vontade de matar. Mais não posso, afinal pelo jeito que as coisas vão indo, estamos quase extintos. E sim, muito obrigado por tudo cara, se não fosse você eu já seria um deles. Fernanda abraça Sérgio.
- Que isso Mona, faria o mesmo por mim, juntos até o fim, eu também achei uma covardia da parte dele, nenhum movimento para ajudar seu parceiro, ao invés disso ele correu para o lado de Ketlyn que estava sendo acobertada por Pedro, e deixou você sozinha, infelizmente é uma pena. Sérgio disse.
- Eu ainda vou falar com ele, pode esperar. Agora vamos chamar a galera para tomar um banho e prepara um almoço bem reforçado. Diz Fernanda.
- Vamos sim. Então eles saem em direção ao quarto, Rubens e Douglas já estavam de banho tomado e roupa trocada.
- Pessoal... Seguinte, vamos manter as regras aqui, eu odeio seguir regras mais nesse caso eu abro uma exceção, vamos todos tomar banho na mesma hora e fazer as refeições juntos, okay? Fica como terceira regra. Fernanda fala para todos dentro do quarto.
- Certo. Todos dizem menos Silvânio.
- Certo Silvanio? Fernanda Pergunta com uma voz irritada.
- Que eu saiba está acontecendo um apocalipse zumbir, não um apocalipse família para nos tratarem como tal, não quero seguir essa regra. Diz Silvânio.
Fernanda que já estava com muita raiva dele, pelo o que ele fez no mercado, Voo para cima dele, pegando ele pega gola da jaqueta e levantando com todas as forças possíveis.
- Escuta aqui seu cretino, você está terminando de fritar minha paciência, você pensa que eu esqueci o que aconteceu na droga daquele mercado, que espécie de amigo é você? você poderia ter revidado com uma porra de uma garrafa de refrigerante sei lá o que, que você estava colocando na sacola, que tudo aquilo era desnecessário, mas não, você correu para detrás de Pedro como um cachorro com o rabo entre as pernas, e o zumbir? sabe o que ele fez? ele continuou tentando me morder, e se não fosse pelos outros, eu estaria MORTA AGORA.Soltou ele, que caiu sentado. Todos ficaram boquiaberto pela cena, e ninguém comentou nada, Rubens e Douglas se dirigiram para a cozinha com Silvânio, Ana e Pedro, Sérgio e Ketlyn ficaram no quarto, Fernanda entrou no outro comôdo, pegou uma toalha e pegou uma calça com um tecido meio grosso, uma camiseta de manga loga, e se dirigiu ao banheiro sem falar nem com Serginho e nem com Ketlyn.
- Melhor não falarmos agora, ela realmente ficou muito irritada com o que aconteceu, até eu estaria como ela, e pior, eu estaria matando, ela ainda está sendo legal. Sérgio diz para Ketlyn.
- Ela realmente está mudando, está ficando uma pessoa fria, em menos de 24 horas. Será que esse é nosso destino? Ketlyn falou meio choramingando.
- Você gosta dela Ketty?
- Eu? claro que gosto, ela é uma ótima amiga, e uma ótima pessoa. Ketlyn, respondeu meio incomodada com a pergunta do amigo.
- Porque isso em? O mundo está se acabando e mesmo assim, não tem coragem de mostrar o que já mostra através do seu olhar.... Sergio falou.
- Do que você está falando?
- Da forma que olha para ela, e da forma que ela lhe olha. Que Fernanda morre de amor por você isso todos nós sabemos, ela faz questão de deixar isso bem claro para você que não corresponde da mesma forma, sempre que está certa, nunca quer errar...
- Eu odeio errar, e evito o máximo, e sobre o olhar que você está falando, eu não sei nada sobre isso, acho que você está imaginando coisas Serginho, eu olho para ela assim como olho para qualquer um, isso é a verdade. Ketlyn levanta meia chateada com o rumo da conversa que tomou, mas antes dela chegar na porta para sair., Sérgio fala.
- Ketlyn, estamos em tempos difíceis, daqui a cinco minutos não sabemos nem se vamos está todos vivos, ou se vai está todos nós, então não deixe de amar enquanto é tempo, porque os minutos passam e podem ser tarde, e preconceito não leva a lugar nenhum, amor sim, amor sobre todas as coisas. Sérgio finaliza.
Ketlyn não consegue olhar nos olhos deles, pois os seus estão cheios de lagrimas, ela sabe que tudo que ele está falando é verdade mesmo assim não se permite.
15hrs45min
Fernanda se encontrava na sala de professores, tinha feito daquele ambiente a sala dos líderes, assim como ela chamava, juntamente com ela estava sei fiel companheiro inabalável, Sérgio. No quarto estavam descansando Rubens e Douglas, pois já tinha feito muito desde do dia do acontecimento para cá, precisavam descansar, Ana e Silvânio se encontrava dormindo, Pedro, estava dando uma ronda pelo Porto seguro.
- Posso entrar? Ketlyn perguntar a Fernanda.
- Claro que sim, fique a vontade. Disse Fernanda.
- Aqui tem algum caderno e lápis? Ketlyn pergunta.
- (Risadas) é o pau que tem aqui, afinal estamos em uma creche, então tem material escolar para todos os lados. Sérgio fala rindo.
- Eu sei disso, eu realmente não me importo com isso, eu só perguntei por educação. Ketlyn pegar o que queria e sai da sala bufando de raiva pela ironia do colega.
- Você é mal cara. Fernanda fala rindo.
- Eu não, só falei o óbvio. Sérgio finaliza.
Ketlyn Melancólica: 16hrs00
Querida folha de papel, você, é a única coisa a quem vou depositar meus pensamentos, afinal não tenho mais telefone, e nem existe mais computador. Bom... De se existir, existe! Mais sabe como é né, energia que é bom, nada! Como pode tudo que você conhece desde do ventre da sua mãe, desaparecer em questão de horas?! Virar sobrevivente em um mundo de caos?! Agora pergunto cadê os nossos amigos extraterrestre que falavam tanto que existia? Porque se existe, realmente está na hora de aparecer e salvar o mundo. As pessoas deixaram seus hábitos e se transformaram em monstros, uma guerra terrível está sendo travada entre a vida e a morte, como pode isso existir, quando menos esperamos uns morrem e outros vivem, e vice versa, confuso né? Acontece que em meio a tudo isso, sinto um vazio enorme aqui dentro, meus pais, meus melhores amigos, minha vida, meus estudos, minhas loucuras, minhas normalidades, tudo isso está sendo extinto a cada hora que se passa presa neste lugar, o pior que não é nem pessoas que me aprisionam, são as consequências da vida que me impõe a isto. Eu só precisava de um abraço de pessoas que para me devem está mortas. E assim está sendo o resumo da minha vida. PS; KetlynSala dos líderes;
- Está sorrindo porque Mona? Sérgio pergunta a Fernanda, que a mesma se encontrava sorrindo.
- Lembrando da minha melhor amiga Soh, espero que ela seja esperta o suficiente e leia minha mente e consiga chegar aqui, a cidade que ela mora é maior que a nossa, sem sombras de duvidas, não chegávamos nem perto de lá.
- Verdade, a Soh é a pessoa mais legal que já conheci, espero mesmo, que ela venha para cá, aqui é um bom lugar para se manter por enquanto. Fala Sérgio concordando.
- É, eu sei que ela vem, eu sinto, temos um ciclo de amizade muito sobrenatural, pode até parecer surreal, mais é a maior verdade. Diz Fernanda.
Fernanda fecha a boca e todos escutam altos disparos na frente da creche, Fernanda pega a Katana, e sai correndo, e todos fazem o mesmo, chegam lá fora dão de cara com João Pedro, Lavínia, Valeska, Lucas e Alice, tentando matar os zumbis, Fernanda correndo sobe nas grades e grita:
- Sérgio vai abrindo o portão devagar, para que a gente possa entrar.
Ketlyn não acredita no que está vendo e pega uns dos fações de Sérgio e ela mesma abre o portão e sai, na mesma hora que Fernanda ver isso salta do lado dela.
- Pirou na batatinha? Fernanda Pergunta, encostando costas com costas.
- Claro que não, meus melhores amigos precisam de mim, eu tenho que ajudar. Finaliza Ketlyn, arranca a cabeça dos zumbis que vinha na sua direção, Fernanda fica surpresa com a valentia dela, agora sim, ela estava começando a ver aquela Ketlyn, que conhecia.
- Entendo perfeitamente, só não esquece que eu também preciso de você. Fernanda fala acertando vários golpes nos zumbis. Elas já estão perto dos meninos, que ainda continuavam nos maiores disparos. Sérgio só aguardando o sinal para abrir o portão, Ana, Pedro e Rubens saem para ajudar também, ficam dentro Sérgio e Douglas, Silvanio assistindo tudo de longe.
- Venham todos para trás assim vamos ficar cercados, precisamos entrar. Gritar Fernanda.
- To tentando, são muitos...
- Socorrooooo, João pedro mal fecha a boca, para falar que são muitos se ouvem os gritos de Alice.
- NÃÃÃÃÃO. Fernanda grita ao ver Alice sendo mastigada por zumbis, onde começa a ter uma maior concentração, todos começam irem para cima.
- ALIIIIICEEE. Lucas grita saindo correndo, quando é surpreendido pelo braço, por Fernanda.
- Não se atreva a fazer isso.
- ME SOLTA, A MINHA AMIGA PRECISA DE AJUDA, E EU VOU AJUDAR. Lucas se desprende do aperto de Fernanda, quando vai correr, João Pedro entra na frente.
- Lucas já foi, não podemos fazer mais nada. João pedro o segura e o arrasta para perto do portão de entrada da Creche.
A movimentação parte para o lado esquerdo, e assim eles conseguem chegar perto do portão, com poucos era mais fácil, quando Fernanda percebe que estão todos juntos, dar sinal de positivo para Sérgio, que abri o portão, tendo auxilio de Douglas.
- Lucas calma, calma. Diz Lavínia.
- Me solta seus monstros, pessoas como vocês eram para ser zumbis do lugar deles. Diz Lucas apontando para os zumbis que estavam se deliciando com os Órgãos de Alice.
Fernanda fica transtornada com aquilo que escuta e logo, parte para cima de Lucas, levando a sua catana ao pescoço dele.
- Escuta aqui seu moleque metido, salvamos sua vida, então trate de ser gentil e pense as suas palavras, porque se você quiser eu faço questão de abrir o portão para você sair, e morrer junto com sua amiguinha. FUI CLARA?! Fernanda alterada pergunta. João Pedro separa Fernanda de Lucas.
- Gente não é assim vamos com calma. Diz João Pedro.
- (Risadas irônicas) Como sempre né Srta. Fernanda, você o amor em pessoa, sempre resolvendo tudo na violência, é infelizmente pau que nasce torto morre torto. Diz Valeska, que nunca foi umas das melhores fãs de Fernanda.
- Olhe aqui...
- Olhe aqui o que? vai cortar meu pescoço também? Fala Valeska interrompendo Fernanda e indo para cima dela. João Pedro a repreende.
- Gente pelo amor de Deus, vocês não estão juntas nem dez minutos e já estão assim, vamos parando. Ketlyn entra no e meio e fala.
- É mesmo, eu odeio isso de vocês. Lavínia comenta.
- Dá cá, um abraços amigas. Fala Ketlyn abraçando Lavínia, depois Valeska, e depois João.
- Pensei que nunca mais iria lhe ver. Valeska fala com os olhos lacrimejando.
- Nem eu Leska. Keltyn responde.
- Você sabe que eu amo você né? Valeska pergunta.
- Claro que sei amiga, você é minha melhor amiga. Ketlyn meio constrangida com a cena tenta evitar comentários.
- Bom, as regras é o seguinte. Fala Fernanda Querendo cortar aquele momento, afinal ela estava se corroendo de ciúmes e estava na cara pelo modo que ela olhava para as duas abraçadas.
- Preciso que vocês tirem as roupas para verificar se nenhum de vocês estão contaminados.
- NUUUUUUUNCA QUE TIRARIA A ROUPA EM SUA FRENTE. Diz Valeska.
- Que bom, o portão é a serventia da creche. Fernanda responde sarcasticamente.
Valeska encara ela, com ódio, e da mesmo forma Fernanda a retribui.
- Gente, calma Baby, você tira a roupa na minha frente, não é pra ficar da forma que você veio ao mundo, pode ficar de calcinha e sutiã. Ketlyn fala para Valeska.
- Ta então. Valeska responde.
- Mas Serginho vai com você Ketlyn. Fernanda fala.
- Como assim? não confia em mim? acha que se ela tivesse contaminada eu iria permitir que ela ficasse no meio de nós? eu sei que ela não está contaminada tá? Ketlyn fala revoltadamente.
- Não me interessa a suas justificativa, e nem questão de confiar, Sérgio vai com vocês e pronto.
- Clar...
- Deixa, deixa, deixa Ketlyn, eu fico de boa na frente dele. Fala Valeska interrompendo Ketlyn.
- Ótimo, Sérgio vá com elas. Vocês, João Pedro, Lucas e Lavínia, venham comigo, se não se importam claro, de ficar de cueca e de calcinha na minha frente. Regras da casa.
- Por mim tudo bem. Diz João Pedro.
- Por mim também. Fala lavínia.
- Fazer o que, né? Lucas fala.
- Que bom, que todos estão a favor. Venha por aqui, Silvanio, Ana Maria e Rubens peguem as coisas deles e levem para a mesa do patio. Aguardem todos chegarem lá.
- Okay. Eles falam!
CONTINUA....
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