" Não posso dizer que tudo é banalidade, sempre existe algo que realmente importa nesta vida, e aprendi que por mais estranho que fosse, o amor era a única saída".
Clara, se encontrava na ilha de Manhattan - New York, abriu as janelas do quando em que estava hospedada, imaginando que em poucas horas estaria voltando a realidade de sua vida, estaria encontrando as pessoas cuja elas a deixará a quase dois anos. Pensou em tudo que aconteceu até ali, e voltou onde tudo começou...
Passando os dias como a brisa, comecei a refletir um pouco mais sobre minha vida, não que eu queira voltar aquela velha cadeira, mas sim, sinto saudades, e um dia estava lendo quando algo me chamou muita atenção, amo guardar fatos que me chamam atenção. Mas o fato é que um homem que desconheço estava ao meu lado enquanto esperava o carro para vim para casa, e ele disse a uma pessoa cuja não a vi, que estava ao outro lado dele, que quando uma pessoa diz que está com saudades de outra é uns dos mais puros sentimentos, então comecei a imaginar, será mesmo que é tão puro este sentimento? porque será que sentimos? Como sempre me enchendo de perguntas sem resposta, pensei na brisa, e pensei naquela cadeira, como será que ela está? o que andas fazendo? será que ainda balança muito pelo vento?... Perguntas sem respostas.
Incrivelmente, outra brisa se pôs ao meu lado, e logo sussurrou "Queria mesmo era sumir", eu automaticamente viajei para meu poema, "Talvez", e lembrei que umas das partes fala o seguinte [...] Quando posso existir? se quando o que eu quero mesmo é sumir?[...] Fiquei refletindo disto sem comenta nada com a outra brisa até que enfim, despertei dos meus pensamentos e mostre-lhe meu poema, e recebi um sorriso que demonstrava cansaço, como resposta, e uma voz logo seguida do sorriso, "Me definindo", notei que existe brisas tão cansadas como eu, e que eu não sou a unica, mas detesto ver outras brisas assim, e nisso ficou, pensei que ficaria bem demonstrando que era apenas mais uma contemplando a desilusão da vida, mas não fiquei.
Ao anoitecer cheguei em minha residencia, e logo recebi um convite para ir a praça. aceitei não teria aula no dia seguinte mesmo, então não custava nada dar um passei com amigos, e assim foi o que aconteceu, mal esperava a brisa que a cadeira passaria perto de você, a noite foi fluindo com a escuridão, e logo peguei aquele meu velho violão, e fiquei sentada a tocar, musicas talvez para a cadeira? não sei! sei que enquanto tocava uma das musicas meu pensamento foi bem naquela cadeira velha, e como magica, notei duas cadeiras subindo os degraus da igreja, mentiria se falasse que meu coração não disparou, porque ele acelerou igual motor de moto em corridas, fiquei até sem ar, não acreditei no que eu estava vendo, aquela velha cadeira passando diante dos meus olhos, mais borsal ainda, linda ah sim estava linda! mas não fiz ar de querer saber até porque decidi para mim mesmo que aquela cadeira não seria mais motivo de minha tristeza, mas mesmo assim como um vicio infernal, a seguir com os olhos, e a cada batida do violão uma esperança crescia, e pensava "Vai olhar, vai olhar, se olhar eu sei que também fui notada" aconteceu que eu não conseguir saber se a cadeira olhou, pelo menos metade do percurso que acompanhei a cadeira não olhou, sentir que no final ao vira ela tinha olhado duas vezes, mais o que posso fazer se minha visão não ajuda muito? enfim ficou por isso, penso que ela não olhou assim não crio nenhum tipo de expectativas.
#Aluado