___________________ 1 DIA SEM VOCÊ_________________
- Aqueles que querem uma boa leitura e um coração quente ao final desta história, aconselho procurar outra história. Essa aqui é uma das histórias mais deprimente que eu possa imaginar, ou talvez, seja apenas mais uma das milhares histórias amargas que existem e se multiplicam a cada dia. Para melhor entendimento de todos deixe eu me apresentar — Me chamo Axel Ricci sou descendente de italianos, tenho 30 anos sou engenheira de software, sendo natural de Stowe (Vermont) e atualmente moro em San Diego - Califórnia. Não sei se vem a calhar mas sobre minhas características físicas posso dizer que sou uma pessoa média, cabelos castanhos claros, olhos na mesma tonalidade e pele meia amarela ou parda ainda não decidi qual usar. Altura mediana de 1,65 e alguns quilinhos a mais do que esperado para minha altura... Tá, dois quilos a mais só para não pensarem besteiras. Vivo em um aparte aqui em San Diego e divido com um cara chamado Ethan Davis, não tenho muitas informações sobre ele, tenho apenas informações necessárias como por exemplo, ele não é um serial Killer, trabalha em alguma empresa que mexe com agrotóxico de fato, nunca entendi o que ele fazia mas a formação é algo da área de biologia, eu acho. Conheci ele em um grupo da rede social que buscava pessoas para racharem as contas, conversamos e entendemos que poderíamos dividir o mesmo espaço sem invadir o espaço um do outro. Vou sanar a curiosidade de vocês sobre o Ethan, ele é muito alto sei lá, deve ter quase 2 metros de altura e é muito magro, nunca o vi de roupas normais a não ser calças e camisetas de mangas cumpridas. Não sei se ele tem namorada ou namorado, nunca falamos sobre, na realidade, nunca falamos sobre quase nada a não ser contas do aparte e alguma comida que gostamos em comum, é isso que sei sobre ele. Mas já enrolei demais, vamos ao que vocês querem saber o porquê que eu estou escrevendo — Eu terminei um relacionamento que durava há oito anos, motivos? Eu cheguei a todos os limites que poderia chegar, psicológico, físico, profissional e pessoal tudo isso por um nome e sobrenome - Sophia Wilson, meu eterno trauma e ponto de caos.
ANO DE 2015 - SAN DIEGO/ CALIFÓRNIA
O sino indicando que entrou clientes ecoou na lanchonete, Axel bateu a cabeça no balcão havia abaixado para pegar a caneta que deixou escapar enquanto fazia anotações dos insumos que seriam necessários repor ao final do dia.
— Bom dia, tudo bem? Queria um capuccino de brigadeiro e um pão de queijo, por favor. Sorriu a moça que entrou. Ela vestia uma camisa social lindíssima de cor azul escuro, calça social cintura alta e sapatos com um enorme salto. Axel ficou admirada com tamanha beleza. Era uma jovem loira com olhos azuis, verdes não foi possível notar a primeiro contato e era dona de um lindo rosto totalmente simétrico e com umas marquinhas que mostrava que portava um belo sorriso.
— Cl-claro! Gaguejou Axel, que correu para preparar o pedido. De relance viu que a moça sentou em umas das mesas no fundo da lanchonete e abriu um jornal físico, cruzou as pernas e começou a ler. "Que tamanha elegância", pensou Axel. Em seguida outra jovem entrou, era puro brilho em suas roupas a claridade era tanta que Axel mudou o olhar.
— Amiga, feliz aniversário! Disse em pulinhos a moça que apouco entrou. A outra por sua vez apenas sorriu, levantou lentamente e deu um abraço na garota animada a sua frente.
— Obrigada, eu achei que você não conseguiria vir, sei que estar mega apertada na faculdade.
— Sophia, eu posso até estar morrendo com muitas coisas da faculdade mas é seu aniversário temos que comemorar. Axel ouviu aquilo e pensou em colocar algum doce a mais no pedido da moça. Enquanto as duas conversava Axel serviu o pedido de Sophia e atendeu a nova moça e logo descobriu que se tratava de Emma, assim Sophia a chamou. Emma falava alto era muito agitada diferente da outra moça e aquela conversa gerava boas risadas em Axel que ouvia tudo já que o movimento não era tão intenso e tinha mais duas garçonetes, Emma deu um breve tchau e agradeceu o atendimento de Axel e logo saiu, Sophia ficou mais algum tempo até que foi ao caixa e pagou a conta.
— Perdão ser intrometida, mas não pude deixar de ouvir que hoje é seu aniversário, queria te dar meus parabéns e muitas felicidades. Os olhos de Sophia encontraram os da Axel que tinham um brilho incomum e muito atrativo, desviou o olhar para boca da moça que atendia ela e viu a boca bem desenhada e muito linda no queixo tinha um buraquinho que era muito charmoso. Sorriu e ficou um pouco vermelha.
— Muito obrigada, você não foi intrometida a Emma fez questão de gritar para todos saberem. Sorriu de uma forma tímida. — Quanto te devo? Pagou a conta e foi indo em direção a porta mas sentiu os olhos da garçonete nela e deu meia volta até a moça — Perdão... Olhou para o crachá da jovem — Axel? A outra moça sorriu.
— É uma longa história mas sim, Axel Ricci. No que eu posso te ajudar mais? A outra lançou um sorriso.
— Você estaria interessada em sair depois do seu expediente, se não tiver nenhum compromisso, claro! Axel recebeu o convite com muita surpresa mas não pensou duas vezes em aceitar.
— Claro, te encontro quando sair.
DE VOLTA AO PRESENTE
- Como podem ver foi assim que tudo começou. Depois desse dia nos tornamos inseparáveis sempre na presença uma da outra até que as coisas começaram a mudar quando eu comecei a entender que somente eu estava abrindo mão dos meus desejos, sonhos e objetivos para se curvar e caber dentro do relacionamento que não era nosso e sim da Sophia. Relacionamento esse, que tinha acordos e acordos para se manter além de uma crise que levou ao fim de tudo quando eu resolvi chutar o pau da barraca, perdão meu linguajar. Sophia foi daquela moça que na época era estagiária a uma grande executiva, hoje aos 27 anos estava sendo preparada para ser CEO do grupo que seu tataravô criou - Wilson Accounting. Hoje é o primeiro dia em oito anos que estou sem ela, sem aliança, sem status de "namorando", sem fotos em redes sociais, sem nada, eu estou totalmente sozinha assim como estava há 8 anos atrás. Como estou me sentido? — Não sei, não consigo escrever pelo menos por hora. Mas sinto um incomodo no meu peito, uma tristeza e as lagrimas vez ou outra brotam mas eu trato de cessa-las e adivinham qual musica estar tocando enquanto escrevo? "The Reason - Hoobastank" Se você estar triste aconselho procurar ouvir ela em outro momento.
Axel se virou e deu de cara com várias folhas que imprimiu alguns prints de suas conversas com Sophia.
MEMORY - EM ALGUM MOMENTO DO PASSADO
Vozes alteradas foram ouvidas por Ethan que rapidamente pegou seu casaco e saiu, pelo seu conhecimento as coisas que viriam acontecer posteriormente não seriam agradáveis e não queria ficar para ouvir.
— MAS QUE MERDA, VOCÊ SERVE PARA ALGUMA COISA NA VIDA AXEL?↨... Gritava uma violenta Sophia — ME DIZ, O QUE VOCÊ FAZ NESTE RELACIONAMENTO? EU FALO A, VOCÊ FAZ B. Axel revirou os olhos — VOCÊ REALMENTE ME ESCUTA? LOGICO QUE NÃO GAROTA, VOCÊ É BURRA, VOCÊ... Nesse momento Axel levanta e grita.
— CHEGA SOPHIA. A outra abriu bem os olhos para encarar. — Meu Deus, eu não consigo entender o que você quer cara, eu não te entendo. Eu não falei para você que tinha saído do trabalho mais cedo e que já havia vindo porque você estava bastante nervosa com seus pais e seu trabalho, eu estava esperado você ficar mais calma mas não imaginei que você queria me encontrar depois do seu trabalho por isso também não mandei mensagens perguntando se você queria que eu te esperasse. Sophia jogou o celular na parede Axel desviou.
— Claro, porque você não fala garota, você não faz nada neste relacionamento. Os olhos de Axel encheram de lagrimas mas ela segurou firm, não ia deixar Sophia ver que tinha conseguido desestabilizar ela por uma coisa boba. — Vou para casa e por favor não me procure mais. Sophia bateu a porta atrás de Axel que ficou perplexa. Lembrou que quando começou a sair com Sophia ela era uma pessoa amável, claro sempre fora de certo modo controladora e sempre se achou muito certa sobre tudo mas era amável era paciente não era aquilo que vira agora pouco em sua frente.
Ao passar os dos meses, Sophia passou a falar que Axel não fazia nada no relacionamento não propunha nada, não tinha atitude para nada. Naquela mesma noite Axel esperou Sophia ficar mais calma e ligou para ela até fazer ela entender que não era algo para chegar aquele nível, pediu desculpas e se humilhou para Sophia pedindo para não terminar o namoro deixou claro que tudo que ela tinha de bom se tratava dela e que a sua vida sem Sophia seria um ermo. Sophia inflou o ego e com muita relutância aceitou as desculpas de Axel.
DE VOLTA AO PRESENTE
Axel, limpou as lagrimas que insistiam em surgir pegou seu casaco e resolveu sair para tomar um café e respirar um pouco de ar puro. Sabia que depois chegaria o momento de dormir e não teria mais o boa noite de Sophia, não teria mais uma ligação e nem a voz dela, sabia que ao acordar seu celular estaria zerado de mensagens não teria mais ninguém ali por ela e nem para dar um bom dia, não teria mais nada do que ela vivia há oito anos, tudo acabou e o sentimento de solidão e de estar perdida só crescia. Axel pecou demais ao se doar ao ponto de viver em pró dela e não ter conquistado seus próprias amigos e sim ter se acomodado com os amigos de Sophia, não conquistou nada sozinha neste tempo todo tudo que tinha era compartilhado com Sophia e até os lugares que frequentava para fazer refeições e nesse momento ela estava olhando todas as opções que não frequentasse com Sophia o que se tornava difícil pois elas viviam saindo para jantar ou tomar café. Axel revirou os olhos e entrou em uma padaria de esquina que achou muito suspeita mas era a opção que tinha, sentou se ao balcão e pediu um café coado com leite, era seu favorito. Ela olhou para o seu celular tentou evitar mexer nele, tem muito de Sophia lá e agora ela precisava tirar um tempo para aniquilar a presença dela do aparelho.
____________________2 DIA SEM VOCÊ______________________
Como Axel tinha previsto a madrugada foi difícil, o travesseiro dela parecia que pesava uma tonelada, depois de virar para lá e para cá pegou seu kindle abriu um livro de literatura nórdica e tentou focar nisso, passava o olhar pelas palavras mas na sua cabeça não conseguia fazer uma conexão com nada e era puramente palavras soltas sem sentido algum quando notou sua visão já estava banhadas por lagrimas e foi vencida pelo cansaço e deixou que elas escorressem sem uma intervenção e assim seguiu até que calada foi melhorando apenas virou se e adormeceu. Caiu em um sono cansado mas sem conseguir descansar e então desencadeou uma série de pesadelos com Sophia. Quando ela olhou o relógio já se tratava de 9:00 am, levantou para ir ao banheiro e deu de cara com Ethan que apenas disse um breve "Bom dia" logo sumiu dentro do seu quarto. Axel preparou um café forte e respirou fundo sabendo que o dia seria difícil e novo porque não tinha ideia do que poderia fazer quer dizer, naquela altura ela poderia fazer o que quisesse porque não tinha mais que estar ligada a Sophia para comunicar ou alinhar o que faria no final de semana apenas poderia fazer, a questão é que essa liberdade foi algo que Axel esqueceu com o tempo e agora sentia se tão perdida, pensou em pegar o celular mas sabia que não queria ver nada de Sophia estava literalmente postergando aquela tarefa de apagar tudo dela do seu celular então, pegou seu computador e pensou em coisas que ela gostaria de fazer mas nunca fez por conta de Sophia e assim veio a ideia de procurar ONGs que estivessem precisando de trabalho voluntário apesar de estar terminando seu mestrado tinha o tempo que usava com Sophia e queria usar da melhor forma. Se candidatou a duas ONGs, uma que precisava de alguém para organizar peças que eram doadas e vendidas em um bazar para ser transformado em capital para tratar pessoas em situação de rua. Axel tomou um banho demorado, geralmente não demorava muito no banho por questões de meio ambiente e tudo mais. Chegou naquela padaria que na noite anterior tomou café e gostou porque era um lugar bem simples e com certeza a Sophia nunca frequentaria aquele local no mais ela denominaria como "Cativeiro", assim teria paz, pegou seu celular e ligou para sue pai - O Sr Alexandre Ricci.
— Olá pai, tudo bem? Disse ela tomando um gole da café.
— Minha filha, que bom que você ligou! Estávamos com saudades, sua vó estar te mandando um beijo.
— Dona Alessia, que saudades dessa vovó coruja, mande outro beijo bem no coração dela. Suspirou — Pai, queria apenas te comunicar que a Sophia e eu não estamos mais juntas. Sentiu um suspiro do homem do outro lado. — Então, sei que o senhor gosta muito de tentar se comunicar com ela mas não precisa mais fazer isso, eu agradeço ao senhor todos os anos que teve com essa dedicação de tentar ser um bom sogro, você é o melhor pai do mundo. Houve um breve silêncio até que o mais velho quebrou.
— Eu nunca gostei do jeito que a menina Sophia te tratava o que ficava bem na cara para nós aqui de fora, além de que ela provocou sua distanciamento de nós e mesmo que você não assuma no fundo sabe disso, estamos há mais de seis anos sem ver você e todos anos nas suas férias é uma desculpa nova para não vim.
— Pai já falamos sobre isso...
— Filha, não estou aqui brigando com você, apenas estou mostrando meu ponto. Eu senti desde da primeira vez que a vi que vocês não dariam certo.
— Eu sei, deveria ter sido mais realista quanto a isso... Estar doendo pai!
— Eu sei que estar, mas vai passar. Deus sabe o que faz e eu sei que você é uma ótima pessoa e que é simples e humilde, não se esforce demais para se encaixar onde claramente não te cabe, minha menina.
ANO DE 2017 - EM ALGUM LUGAR EM SAN DIEGO
— Olha Axel já deixei claro meu desconforto em relação a você viajar para essa cidadezinha ai que sua família mora. Disse Sophia tomando uma taça de vinho.
— Mas Sophia é minha família...
— Eu sei que é sua família mas veja, eu sei o que você passou nesse lugar sobre as pessoas te julgarem e tudo mais, também sei que você era uma adolescente bem nervosinha com as mulheres lá pelo o que você já me contou...
— Você que me fez te contar tudo sobre meu passado sobre minha vida... Eu não entendo...
— Axel, eu sei que bem o que eu fiz e o que pedi a questão aqui é que olha para você agora, conseguiu um bom trabalho em uma companhia de tecnologia mundial sabe, olha seu nível?, realmente cabe naquele lugar? Ela não deixou a outra falar — Não! Então não consigo entender o que você quer fazer lá com essa gente.
— Essa gente que você estar falando é minha família não se esqueça disso e eu gostaria que você respeitasse este fato.
— Não estou falando exatamente dos seus familiares mas sim das suas amizades que sei que você tem lá, não me deixa nada feliz a ideia de você voltar e aquelas meninas voltarem a falar com você e você sair com esse pessoal. Axel abriu e fechou a boca varias vezes... — Axel, são caipiras e este fato você não muda e não muda essa fase de galinha que você teve quando era mais nova, isso realmente me deixa desconfortável.
— Eu não acredito que eu estou ouvindo isso... A menina apenas a encarou — Namoramos há quase dois anos Sophia, acho que já te provei por A + B que pode confiar em mim e eu não entendo essa sua posição.
— Não é você, são os outros.
— Sophia, é meu pai e minha vó eu preciso vê los, eles estão ficando velhos eu estou com saudades além de você eu não tenho mais ninguém.
— Você tem a mim e meus pais e também minha família. Axel olhou para a mesa porque sentiu seu sangue subir, odiava o modo como os pais da Sophia imputava as coisas nela e no relacionamento, na realidade em tudo que eles tocassem ou falassem era verdadeiros narcisistas, digamos de passagem - frustrados! — Olha, não queria falar não mas eu vou pegar férias nesse mesmo período que você estar pensando em viajar...
— Bom isso eu não fui comunicado.
— Queria fazer uma surpresa e se a gente fosse a Paris o que acha? Sempre pensamos em fazer uma viagem internacional?
— É uma boa, vamos sim. Disse Axel em fim vencida por Sophia que tinha um olhar triunfante.
DE VOLTA AO PRESENTE
Quando um atendente recolheu o prato e a xícara da mesa, Axel despertou desta memória. Seu pai estava finalizando a conversa e se despediu. Axel sentiu um desconforto no seu peito e um nó na sua garganta sabia que tudo que o pai disse era verdade e isso a deixou mais infeliz do que já estava. "Como pude fazer isso comigo e com meus familiares? Como pude ser tão omissa a isso..." Pensava e uma crise de ansiedade a tomou por inteiro, sentiu seu ar faltar uma dor na garganta, sentiu uma tontura e tentou focar em algo para não passar mal. Axel levantou, pagou a conta e começou a vagar pela Av olhando as vitrines das lojinhas ali presente até que viu uma loja de bugigangas e resolveu entrar, começou a bisbilhotar as prateleiras da loja e chegou na sessão da papelaria pensou em comprar algo para tentar se sentir melhor e então viu um livro de criança para colorir e pensou que poderia focar nisso, pegou o livro de dinossauros - era sua paixão. Comprou lápis de cor e foi para casa, sentou a sua escrivaninha e começou a pintar e sua ansiedade começou a se esvair.
Axel sempre fora uma pessoa caseira, apesar de ter ido para cidade grande tentar a vida nunca se deixou cair na tentação da vida noturna das varias opções de farras disponíveis na cidade. Quando chegou em San Diego foi ser garçonete em uma lanchonete da região norte até que conseguiu uma vaga de estágio em uma companhia de tecnologia mundial e logo foi efetivada.
- Quando achei que agora com um bom emprego e um bom apartamento (mesmo que divido com Ethan) as coisas entre Sophia e eu pudessem melhorar foi tudo o contrário, as crises ficara intensas e infinitas, tudo que ela me falava e me acusava se somaram e hoje estão aqui me matando de ansiedades de insônias, e de falta de esperança. Hoje pelo segundo dia sem ela me deixei chorar sem culpa porque eu preciso passar por isso e notei que preciso chorar para passar por tudo isso. Dentro desses apartamentos ninguém imagina que talvez exista uma pessoa que estar se afogando em suas lagrimas e com o coração extremamente partido e muito mais, não imaginam que essa pessoa precisa de salvação, ser salva dos dias que virão. Como disse, não é uma história agradável para deixar o coração quentinho é uma história de uma pessoa que morreu por conta do amor e quer renascer para viver, talvez uma versão melhor do que fora antes de morrer. Sei que essa noite o travesseiro estará pesado e a semana se inicia mas rezo para ter uma boa noite de sono porque meus olhos já pensam e já estou com o rosto todo inchado para continuar.
Axel fechou o notebook e encarou a cama, a vontade que ela tinha era de ligar para Sophia se humilhar e falar que ela fez tudo de errado e que mais uma vez Sophia estava certa em relação a ela. Queria mais um beijo ou uma noite de sexo mas também lembrou que depois desse prazer o inferno sempre a esperava e seu estômago revirou novamente dando a confirmação que ela precisava "Eu sou intolerante a lactose e a Sophia é meu leite, se eu tomar eu vou passar mal mesmo amando muito leite". Foi a nota mental que ela gravou em um postite antes de deitar.
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