31 de dezembro de 2015

Apocalipse Zumbi (Quando o amor fala mais alto) Parte 6


O dia amanheceu, todos estavam se pondo a mesa para tomar café, alguns bem cansados depois da noite estressante que tiveram. 
- Bom dia! Disse Silvanio, pondo a mesa. 
- B-bom dia! Disse Rubens sentando a mesa, juntamente com Douglas. logo veio Samara, Sabrina e Ana Maria. 


- Gente, e Valeska como está? Pergunta Lavínia pondo os pães na mesa e se sentando em seguida.
- Fora o drama, ÓTIMA! Fala ketlyn pegando todos de surpresa ao se aproximar sem ser notada.
- Hi, ta ficando boa, em não fazer barulho. Fala Samara brincando, que a mesma foi ignorada com sucesso por Ketlyn, cuja estava com cara de poucos amigos. João Pedro e Pedro Emanuel já estavam se aproximando, estavam fazendo guarda nas plataformas. 
- Vamos Valeska, isso não é o fim...
- Sérgio doí bastante isso! 
- Vamos menina, tô com fome e foi seu braço que quebrou, não suas pernas, então seja rápida por favor! 
- Ai, tá! Mas não precisa puxar Sérgio.
- Hi, mas já? tão cedo já estamos nos dramas! Fala Sofia passando e dando uma gargalhada com a cena, irritando Sérgio, que larga Valeska e saí andando furioso pra mesa do café.
- Minha paciência está resumida a - 100. Fala ele sentando. 
- Que povo mais estressado! Bom dia pessoal, lindo dia não acham?! Fernanda senta a mesa, estava com um sorriso, diferente? isso diferente, quase não se notava isso, quase não, nunca se notou isso depois do apocalipse.
- Acho que alguém viu passarinho verde ontem, isso mesmo? Pergunta Sofia a Fernanda.
- Minha jovem, nem plantas vivas existem mais, ainda mais passarinho verde, só se for um zumbir, que o mesmo iria me atacar, caso o encontrasse.
- Hum, estranho lhe ver assim! Diz Sérgio.
- Estranho é ver um bando de mortos vivos andarem e gemerem, isso é estranho, agora me passe o café por favor, ou alguém tem mais algum comentário a fazer sobre mim? Finaliza olhando para todos, franzindo o cenho, e obtendo maior silêncio - Como esperado, agora café por favor?
Estavam chegando ao final do café, todos estavam calados, quase não se ouvia um barulho mesmo que fosse mínimo.  
- Gente cadê Carla? Pergunta Ketlyn, afinal Carla ainda não tinha dado as caras. 
- Não sei! Fala Sérgio. 
- Está dormindo ainda, acho que dormiu mal, a vi se mexendo a noite toda! Diz Samara.
- Hum. 
Logo todos estavam fazendo suas tarefas, excerto claro, Valeska, estava dando maior chilique, como se quebrar um braço fosse o fim do mundo. O pessoa da limpeza logo terminaram, Silvanio e Lavínia fizeram o mesmo, Ana Maria havia terminado a lista dos mantimentos que precisava e dos remédios também, só conferia pra ver se estava tudo certo. Sofia, Sérgio se encontravam na sala de sempre, Carla e Ketlyn, já voltará a finalizar os gastos d'água, Rubens, Douglas, João Pedro e Pedro Emanuel, começaram a jogar cartas em umas das plataformas. 

11hrs00min...

- Estão começando a cheirar mal, isso é um grande problema! Diz Sofia a Fernanda que continuava a ler um livro. 
- Hum...
- Hã? Só hum? O que ta acontecendo Feh? Pergunta Sérgio incrédulo com a reação de prima. Estava realmente despreocupada e não estava com a cara fechada, pelo contrário estava tranquilha, e tranquilha até demais.
- E o que eu posso fazer, gente? Absolutamente nada né?! 
- Mas você deveria, sei lá, está surtando ou pensando em algo para resolver...
- Porém, meu caro Sérgio eu não tenho solução e nem sei resolver isso, o que vocês esperavam? mortos perfumados? Então vamos lá, dar um banho em cada um!
- Você realmente não está bem Fernanda...
- Somos sempre são assim Sofia? 
- Assim como?
- Assim, Humanos, idiotas, hipócritas, retardados, burros, sei lá, inconformados... Não sei!
- Você só deve ter batido a cabeça menina. Fala Sérgio raivoso com as palavras da prima...
- Hã? me explica até onde você quer chegar Fernanda? Sofia pergunta se pondo em pé. A outra deu um suspiro bem demorado, e começou a andar de um lado a outro...
- Sofia, Sérgio, se vocês morressem hoje, a vida de vocês valeria a pena? 
- Sou muito novo para morrer Fernanda!
- Eu também, ainda tenho minha vida inteira pela frente, mesmo nesse caos que o mundo se encontra. Fala Sofia confiante.
- Hum, então quer dizer que vocês não viveram nada que valesse a pena... ta vendo onde quero chegar? 
- Tô confuso ainda Fernanda.
- É uma coisa tão simples Sérgio, olhe ao nosso redor, somos cercados por paredes, e fora delas temos um bando de gente morta que querem está vivas se alimentando de outras pessoas, mas será que a vida delas não valeram a pena? Somos tão egoísta que pensamos tanto, queremos tanto, e não pensamos no que realmente importa, e aqueles momentos bons que vivemos em nossas vidas, aqueles de felicidades, pequeno que fosse, não valeu a pena? Será que ninguém aqui olhou uma criança brincando e sorriu? ou viu uma flor e pensou "Nossa que linda", ou ouviu a gargalhada dos seus pais e pensou "Que coisa boa saber que eles estão se divertindo", ou viu aquela pessoa que você gostava, e pensou sua vida toda resumida ao lado dela, em um só segundo? Será que ninguém já relembrou algo bom que nos aconteceu, e a felicidade escorreu pelos olhos? E isso não vale apena? Pois mediante tantos argumentos apresentado por mim, concluo que se eu morresse hoje eu morrerei feliz...
- Uma questão complexa, tem que se pensar bem nela... Sofia fala saindo da sala. 
- Estranho, mas acho que faz sentido... Sérgio falou.
- Sabe um sapato velho jogado em qualquer lugar dessas ruas?
- Sei, o que qui tem ele?
- Se eu olhar para ele, vai ser da mesma forma que você vai olhar para ele?
- Acho que sim, afinal estamos vendo a mesma coisa Feh!
- E se eu falar, "Sérgio olha que sapato velho bonito", o que você me responderia? 
- Claro que responderia que " Não via beleza em algo jogado, abandonado por pessoas, provavelmente por ser inútil, estaria sujo e fedido, não existiria nada de belo nele", mas o que isso tem a ver com o que estávamos conversando?
- Tem tudo a ver Serginho, tudo, seus olhos não são os mesmos que os meus, como posso querer fazer você enxergar algo que você não quer enxergar, simplesmente porque não se enquadra em sua vida? Da mesma forma que não posso fazer com que vocês entendam que se morrerem hoje vão morrer feliz, porque valeu a pena essa vida até aqui, se vocês não enxerga o que eu enxergo!
- Não é assim também, claro que minha vida valeu a pena... Só que...
- Que vocês querem mais do que viveram...
- você não me deixou terminar Fernanda.
- Falei alguma bobeira? 
- Não, também quero mais, poxa, quem não quer?
- E se não tivéssemos esse "Mais"? O que você faria? 
- Mas podemos ter, não podemos?
- Perguntei primeiro...
- Me responda primeiro que lhe responderei... Fernanda Sorriu com o jeito do primo, estava ficando encurralado com as palavras.
- Não sei, se você enxergar que existe o mais, sim, caso contrário não...
- Hum! Respondendo sua pergunta, Se eu enxergasse que não haveria o "Mais" eu pensaria no caso, como enxergo que ainda existe o mais, não posso responder sua pergunta...
- Uma boa resposta garoto...
- Você é louca... Sérgio saiu rindo da sala.
- Vamos ver no final primo quem realmente está louco dos dois...

12hrs48min

- Está de mau-humor hoje Ketlyn? 
- Não! Só não estou pra conversas...
- está de mau-humor sim!
- Que seja... 
- Quer conversar? 
- Sei lá... 
- Complicado então! Carla não tenta mais papo. A tarde estava se indo, todos estavam fazendo alguma coisa...

- Posso entrar? Pergunta Ana Maria abrindo a porta da sala de Fernanda.
- Sim, está quase dentro... Sorriu - Estou brincando, pode sim!
- Engraçadinha você hoje.
- Menos mal.
- Aqui está a lista do que está faltando, tanto no departamento de suplementos como remédios...
- Hum! Fala Fernanda recebendo a lista - Tudo isso? 
- Sim, muita coisa foi consumida, precisamos recolocar...
- Nossa, será que vai ser necessário cortar a comida também...
- CLARO QUE NÃO... Falou Ana Maria em um surto.
- Calma ai, tô só brincando, claro que isso seria demais, pode ficar tranquilha isso não vai acontecer...
-Hum, melhor mesmo! Ana Virou de lado.
- (Risadas)
- Do que tá rindo? algum palhaço aqui? Ana estava pirando com a forma que Fernanda estava.
- Clama Aninha, só achei seu jeito parecido com o de Ketlyn, quando faz cara de brava, claro que não é igual, mas me lembrou...
- Hum, sei, sei, sei, não precisa terminar...
- Que humor menina...
- O que? preciso ouvir você falar de suas ilusões amorosas para com Ketlyn? Não né!
- Credo menina, isso pega? Amorosa é? Aninha vai procurar o que fazer...
- E não é? 
- Não é nada... Tchau Ana Maria...
- Certo... Tchau. Fala ela deixando a sala.
- Povo mais louco, eu em! Depois eu sou louca... Fernanda volta a ler o livro.

Samara e Sabrina se encontravam novamente reservadas no banco da pracinha que tinha no pátio conversando em voz baixa, Lavínia e Silvanio se encontravam conversando com Valeska...

- [...] Dai ela foi covarde e me empurrou da plataforma, na maior cara de pau...
- Nossa Valeska, Fernanda fez isso assim? Por que quis?
- Sim, eu apenas estava conversando com Ketlyn, não tinha o por quê dela interferir, uma coisa particular...
- Sei não viu Valeska, lhe conhecendo bem, deve ter mais alguma coisa ai...
- Mas é serio Lavínia, tô falando a verdade, aquela menina é doida, me atacou e veja como estou, imagina se dar na cabeça dela me matar...
- Nossa que exagero menina! Fala Ana Entrando no quarto e sentando se ao lado.
- Porque não foi com você...
- Ainda bem né filha...

Douglas, Rubens, João Pedro e Pedro Emanuel se encontravam jogando baralho, agora apostando dinheiro, não tinham nenhuma validade mesmo...

- Isso vai dar em namoro... Falava Sérgio subindo na plataforma de Sofia, que estava distraída.
- Hã? Onde? 
- Onde o que Sofia? Ta voando... Pergunta Sérgio animadamente.
- É acho que sim, mas o que você falou...
- Sabrina e Samara o tempo todo juntas, isso vai dar mais do que amizade...
- Tomara que der, assim larga do meu pé...
- É verdade... Os dois suspiraram e ficaram olhando para a rua deserta... 
- Mas isso dar inveja Sérgio...
- Nem me fale, estava pensando a mesma coisa...
- Queria ser assim com Carla, nem que fosse apenas amizade, e o que sou? mal falo com ela!
- E  eu com Douglas não conta? Somos um caso indefinido...
- Mas pelo menos existe reciprocidade entre vocês...
- Só se for na sua cabeça...
- Deixa de ser retardado, não nota o olhar dele para você? As vezes que estamos juntos, quando você fala, ele apenas cala para lhe ouvir, é o único que sempre concorda contigo, e nunca debate nada...
- A sempre foi assim, você que acha estranho...
- Então sempre ele gostou de você...
- Não viaja Soh..
- Eu viajando? É ta certo, pode ser que a poucos minutos estava, mas não sabe quantas olhadas ele deu depois que você subiu aqui...
- Sério? Como eu não notei?
- Porque você está de costas?
- Ha Verdade! Ele está olhando?
- De vez enquanto olha, querendo disfarçar mas ta na cara...
- Hum, o que eu faço? 
- Não sei, já tentou falar com ele? 
- Já mas impossível, ele nunca vai ceder...
- Uma hora ele vai ter que fazer isso!
- Quando?
- Isso eu não sei... Volta os dois a olhar para a rua, e o silêncio se faz presente.
A tarde seguia tranquilha, afinal quase não se via zumbis, um ou outro dava sinal de sua existência, então naquela rua estava tudo calmo, não se ouvia qualquer barulho de pessoas ou veículos fora do Porto Seguro. E assim se seguia, uns dormiam outros procuravam explorar lugares que não tinha ido dentro do novo lar, outros se perdiam nas leituras, e outros trabalhavam. 

18hrs00min..

 Logo todos estavam reunidos na mesa para jantar, Silvanio e Lavínia, como sempre pondo a mesa, com ajuda de Ana Maria. Logo todos estavam se servindo.
- Pessoal vamos sair amanha! Ao falar isso, Fernanda casou grande zumzum na mesa. - Será que posso terminar? Todos fizeram silêncio - Obrigado, Ana Maria me apresentou a lista do que está faltando, consumimos muito, isso é obvio, nosso cozinheiro e sua assistente sempre estão preparando pratos novos que vão mais ingredientes o que gasta ao cubo, estamos precisamos pegar mais suplementos...
- Hum, e quem vão amanha? Pergunta Pedro Emanuel.
- Quem quiser...
- Serio? Perguntou Rubens..
- Sim, quem quer ir amanha? Ninguém respondeu. - Vejo que vou ter que fazer do modo antigo, convida-los, se isso posso chamar de convite, leva-los a boca do lobo, enfim, mas não tem outro jeito. Rubens, Douglas, Sérgio e Sofia, sinta se convidados a vim...
- E a gente? pergunta João Pedro? 
- A gente quem João?
- Nós que ficarmos ? 
- Você e pedro Emanuel vão ajudar na hora de abrir o portão, os demais continuam fazendo seus trabalhos normais...
- Ta certo.
- Ótimo então, se preparem porque vamos sair logo cedo, umas sete horas é para todos estarem ao lado da vam, vamos utilizar ela porque é fechada e dar pra carregar mais coisas no seu baú... Fernanda levanta se em direção a plataforma, os demais continuam debatendo sobre a saída...
- Acho que não suportaria mais ir la fora. Diz Sabrina
- Nem eu! Confirma Samara

22hrs00min...

Todos estavam se acomodando, Silvanio sugeriu assistir a um filme, Douglas e Sérgio que estavam de guarda foram, dando vaga a Rubens e Pedro Emanuel, João Pedro encontrava se na sala com Valeska, Lavínia, Sabrina, Samara e Ana Maria. Silvanio preparou algumas coisas para comer. Ketlyn, preferiu ficar no quarto lendo um livro, Carla após o banho seguiu para a sala. 

- E ai, tudo bem? Pergunta Sofia sentando-se ao lado de Fernanda na Plataforma.
- Sim, e ai? 
- Acho que também...
- Hum...
- Estava falando sério hoje?
- Falando sério sobre o que?
- Que se morresse hoje morreria feliz?
- Sim, por que você não acreditou? 
- Sim... não, sei lá, fiquei confusa, você estavam tão estranha desde do dia do acontecido, ai veio aquela parada com seus pais, e tudo, só não esperava isso de morrer feliz...
- Sofia já ouviu falar do capitão Harlock? 
- Não por que? O que tem  haver?
- Harlock Sofia, foi um pirata dos céus, imortal por causa de uma magia que existia em sua nave que tinha formato de caveira, que se recuperava sozinha, e praticamente fazia tudo só, tinha uma tripulação bem complexa, que dependia da mesma magia para viver. Harlock queria destruir todos os planetas do universo, todos próximos a terra, onde a mesma ninguém podia mais habitar, por sua culpa, a mesma magia que tinha em sua nave, foi a mesma que deixou a terra sem poder ser habitada.
- O que tem haver esse cara que quer destruir todo sistema solar e muito mais?
- O que tem? ter haver que eu o entendo...
- Que? Não estou entendo onde quer chegar Fernanda, você ta com papos estranhos desde de cedo
- Ave, que coisa chata, vocês passaram o dia me enchendo com isso, de está estranha... Fernanda levantou e saiu...
- E o que você entende desse tal de Harlock?
- Eu entendo, é que se eu pudesse eu destruía isso tudo e muito mais... Fernanda desceu, e se dirigiu ao quarto onde Ketlyn estava lendo.
- Posso falar com você ? Pergunta Fernanda ao se aproximar de onde ela estava.
- Já está falando... Continuava lendo o livro.
- Esquece, tchau! Fernanda vai se retirando da sala.
- Tchau!
- Que idiota você... Fernanda fala parando a porta.
- Era isso que queria falar?! Tchau.
- Vejo que conseguir mais uma fã para não gostar de mim!
- Conseguiu mesmo.
- Hum, está me odiando agora, que legal!
- Muito legal não acha?
- Super, sério mesmo que me odeia? 
- Sim super serio. Ketlyn falou baixando o livro para olha-lá - Mais alguma coisa?
- Hum, Foi mau por sua amiga, não queria quebrar a perna dela...
- Não mesmo, queria quebrar o corpo todo jogando-a de lá.
- Não foi por querer foi um impulso que me deu...
- Ta bom, eu não ligo mesmo pra ela...
- Quem é você?! Perguntou Fernanda a encarando.
- Eu sou o que está vendo, oras!
- A que estado está chegando...
- A nenhum estado...
- Não é o que parece...
- E o que parece Fernanda?
- Nada!
- Ótimo! 
- Eu não a odeio...  Assim Fernanda saiu, deixando na sala, e logo voltou a ler o livro. Fernanda se dirigiu a sala arrumou as coisas que iria utilizar no outro dia, e começou a escrever...

04/11/2015 01hrs24min

Os que estavam assistindo filme, resolveram dormir na sala, achavam confortável e aconchegante, Excerto Douglas que se encontrava parado sentado no banco. Os que estavam na plataforma se encontravam dormindo.

- Insônia Douglas? Pergunta Fernanda ao chegar sem ser notada por trás do mesmo.
- PORRA, vocês estão virando ninjas em chegarem sem serem notados, não precisam nem de veículos para sair...
- Calma aí rapaz, me desculpa, você que estava afundando em pensamentos que não notou que lhe chamei antes.
- Então me desculpe...
- Parece preocupado, aconteceu alguma coisa? É por que vamos sair amanha? 
- Acho que influência, sabe eu não gosto de sair...
- Quem gosta? 
- Achei que você gostasse de sair, sempre saí...
- Nem tudo que parece ser, é!
- Hum, nem me fale...
- Mas fale aí cara, o que ta pegando, está com cara de velório. Fala Fernanda sentando ao lado de Douglas.
- Sei lá!
- Hum, bem exitante, esse problema seu "Sei lá", fala o que foi?
- É porque, tipo, já olhou para uma pessoa e sentiu coisas boas?
- Hum! Fernanda pensou um pouco - Sim! Por que? Quem te faz sentir isso?
- Eu não sei se é isso mesmo, mas quando eu olho para uma pessoa, é como se eu visse esperança em meio a desilusão...
- Tá apaixonado? 
- Eu? Saí fora, se apaixonar é coisa de idiota...
- Então está o que? 
- Também queria saber, sabe as vezes eu queria nascer de novo, só pra vê se teria a sorte de concertar as burradas que já fiz...
- Eu também...
- Sério?
- É sério sim, e principalmente eu lembraria da primeira burrada, essa eu arrumaria sem duvidas...
- E qual foi a primeira burrada que você fez?
- A meu caro Douglas, minha primeira burrada, foi ter lutado para ultrapassar aqueles outros espermatozoides, pra que fui querer fecundar?! Douglas riu com a forma dela falar. - Estou falando bem sério, acho que se eu tivesse outra oportunidade, eu parava no caminho e falava pra quem estivesse do meu lado "Vai lá filho, pode ficar com o ovário e todo teu, manda um beijo pros demais sofredores que vão existir além de você". Os dois começaram a rir.
- Se fosse bem fácil né?
- Seria melhor. Mas Douglas, você não está apaixonado, então você está o que? 
- Não sei, e se fosse amor? O que faria? Fernanda suspirou fundo, pensou bastante.
- Não sei, realmente não sei!
- Está apaixonada? 
- Talvez!
- E o que você faz com esse talvez?
- Eu-eu, bom sabe o titanic?
- O que tem o titanic ?
- Ele se encontra exatamente da mesma forma que afundou, aos poucos está se deteriorando...
- E o que tem haver o titanic com o amor? Eu não entendi nada...
- Tem tudo a ver, faz de conta que o amor é o titanic...
- Sim, continue...
- Então, antes do titanic afundar, todos entraram felizes, estavam seguindo a Nova Iorque, todos se apaixonaram por ele, ele era um navio encantador, e luxuoso, quase incapaz de afundar, assim é o amor, ele é lindo luxuoso, incapaz de afundar, só que na maioria, quando entramos nesse amor, encontramos um iceberg no caminho, e puff afunda...
- Não to entendo muito bem...
- O que to querendo dizer e que meu amor é como o titanic, existe, só que afundou, e ta lá, bem lá, lá no fundo, você faz ideia da pressão que ocorre onde o titanic está agora?
- Não!
- Uma pressão enlouquecedora, se você chegar perto do titanic, será esmagado por essa pressão, ela vai apertando suas carnes contra seus ossos, até lhe deixar em líquidos, e nem contei com o frio, como se fosse mil facas entrando em seu corpo, isso vai doer pra caralho...
- Sim, e o amor, entra aonde no titanic? 
- Tapado em, você?   
- Eu? você que ta misturando assuntos...
- Que conversa, Meu amor existe, e você me perguntou "o que eu faço com esse talvez", e eu faço o mesmo que o titanic faz com as pessoas, e as pessoas fazem com ele, meu amor afundou nas profundezas mais intensa do meu ser, um lugar esmagador e frio, e assim como o titanic ao passar do tempo só vai se enterrando na areia do fundo do mar, e gradativamente possa ser que ele não exista mais, como sua proa já está, o meu amor também tá, e eu não quero construir alguma coisa que possa salva-lo, assim como as pessoas não pode construir algo para tira-lo de lá, uma porquê metade dele esta enterrado, e outra, estava divido em dois, outra onde colocariam depois que o tirasse? 
- Hum, entendo, então se existir um "talvez" em mim, devo fazer como o titanic? 
- Ai você que sabe, só que para existir esse talvez, você precisar de algo a mais...
- Preciso de que? 
- Precisa aceitar que vai ficar idiota, amar é isso cara, se tornar idiota. 
- Hum, isso não ajudou muito. 
- Era pra ajudar? 
- Bem queria que fosse!
- E o que você quer afinal? 
- Eu não sei!
- Então não posso te ajudar, sinto muito, está ficando tarde Douglas, vou me recolher, mais tarde temos um longo dia... 
- Tudo bem, obrigado pelo papo!
- Que isso, fique em paz, afinal você só enxerga o que quer... Fala Fernanda se retirando.
- Ei?
- Oi Douglas? Fala ela virando a cabeça.
- E se existisse um Jack querendo nadar até seu titanic, o que aconteceria? 
- Não existe Jack no meu titanic, existe Rose, e minha Rose, tem medo, já está em outro tintanic há tempos, a pressão seria demais pra ela....
- Hum, entendo,,,
- Cuidado Douglas...
- Com o que?
- Sua Rose morreu afogada, por medo de nadar até seu titanic naufragado, e o Jack ta tentando chegar ao fundo do mar, e você nem notou... Fala Fernanda Divertidamente, indo pra sala.
- Hum, pelo jeito sabe do que estava falando...
- O meu problema é esse Douglas, sempre saber, boa noite...
- Boa!

O resto da noite foi silenciosa, Douglas logo foi dormir, deitou-se ao lado de Sérgio que dormia tranquilamente. 

05hrs30min..

Fernanda levantou se mas cedo, e foi dar uma volta, estava frio, um frio que era raro acontecer, estava se aproximando a época do inverno e isso precisaria ser pensado, iriam gastar bastante, e não ia ter muito sol, para tá fornecendo anergia, precisariam de gasolina, e sempre precisariam de comidas quentes, teriam que mudar o lugar das refeições, sem contar que tinha que ter energia para os banhos quentes. Fernanda deu uma olhada ninguém estava nas plataformas, deveriam ter ido procurar se agasalhar em algum lugar, ela deu uma olhada na sala de videos, e a maioria estavam lá, sorriu pelo fato de Sofia está dormindo bem perto de Carla, que pela posição parece que conversaram algum tempo, e também porque Douglas e Sérgio estavam próximos, imaginava a euforia do primo quando acordasse, passou pela sala que Ketlyn estava dormindo, e junto a ela seu irmão, seguiu para garagem.

- QUE SUSTO RUBENS! 
- Calma Feh, todo mundo ta andando muito assustado aqui...
- Também acho, mas por que já está de pé? 
- Perdi o sono, ta um frio né? 
- Sim muito frio, acho que deveríamos passar na loja de roupas e procurar luvas e outros agasalhos, o que acha?
- Acho uma ideia maravilhosa, vai começar a época de inverno. Rubens falou tenso, Fernanda começou a rir. - Que foi que ta rindo.
- Você sabe que daqui um mês vai começar a nevar...
- Sim sei, o que qui tem?
- Cara imagina que foda vai ficar, um zumbir andando na neve? acho que muitos vai congelar, o que vai nos dar super vantagem, porém, vamos ficar com dificuldade de utilizar os veículos, só que acho que na neve eles vão andar bem menos, o que também vai ser a vantagem pra questão dos veículos, só que entra outra questão e se eles não congelar? vão está camuflados na neve e vamos ter que ser bem mais cautelosos...
- Você sempre pensa tudo isso na hora, ou vem pensando de dias atrás? Falou Rubens boquiaberto com tantas especulações.
- Sei lá, só penso. Respondeu ela divertida. 
- E o que vamos fazer? isso realmente é preocupante, sem contar as nevascas. 
- Eu sei, problemão.
- É, dos grandes...
- Enfim, vamos jogar os sacos e as coisas dentro da vam, precisamos pensar na saída de hoje, e você é o único que ta em pé, caso estivesse dormindo faria isso só, pena que não está...
- Você é folgada...
- É eu sei, sou egocêntrica, esqueceu?
- O que é isso?
- Pergunta sua amiga ketlyn, ela que diz que sou!
- Sei...
- Vamos rapaz.

Logo eles foram preparando a vam para a partida, o dia tava nublado, o que dificultava tentar adivinhar que horas eram, tinha que recorrer aos relógios.

- Cara olha vai dar sete horas, conversas vai e vem nem notamos da hora...
- É... O que vamos fazer? 
- Eu vou acordar os demais para irmos. 
- Ta bom!

Então Fernanda entrou na sala onde estavam Sérgio, Sofia e Douglas e os chamou, chamou João Pedro também. 

- Cara vamos nesse frio ? Sofia pergunta sonolenta.
- Sim, algum problema? Fernanda Pergunta.
- Cara tive uma noite até legal, e tô morrendo de sono, não podemos ir mais tarde não?
- Não mesmo fofa, vamos logo, se arrume...
- Não vamos tomar café? Pergunta Douglas.
- Rapaz levando em consideração ao frio que está fazendo, e a noite desse povo, a preguiça deve está enorme, o que vai levar horas para eles se levantarem, então melhor deixar eles dormindo, come qualquer coisa ai...
- Hum, legal em?! Frio, sem comida, sair, tudo de bom...
- Reclama menos Douglas. Fala Sérgio de mau-humor.
- Hi, temos gente de mau-humor. Fala Fernanda rindo.
- É, tô de mau-humor mesmo, odeio ser acordado no frio, poderia tá dormindo, estava quente lá dentro sabia?
- Sim, sabia, por isso que acordei. Fernanda fala rindo.
- Não vejo graça nisso!
- Relaxe Sérgio, vamos todos vocês se apressem aí!

Depois de meia hora todos estavam prontos.

- Não vão acordar ninguém? Pergunta João Pedro.
- Não precisa, deixem dormirem, merecem, e dar pra você abrir e fechar o portão de boa, não tem nenhum zumbir nessa área aqui.
- Ta então, boa sorte vocês. 
Todos agradecem. Na direção estava Fernanda e no banco ao lado Sofia, os outros estavam na parte de trás. João abriu o portão e eles saíram, de vagar, evitando chamar atenção de algum zumbir que tivesse por perto, queriam ganhar tempo e se não chamassem atenção dava pra passar em outros lugares. Assim foi, passaram em algumas ruas e viam um ou outro zumbir, pararam no primeiro mercado.

- Pessoal vamos peguem tudo que der, lembre se só coisas importantes, eu vou ficar dando cobertura com Sofia aqui, e vocês entram. Disse Fernanda.
- OKAY! Os outros responderam.
- Está muito tranquilho, o que está acontecendo, cade eles? 
- Esse é meu medo Sofia, cadê eles?! Bom, dois estão vindo ali.
Os poucos zumbis que iam chegando logo eram decapitados pelas meninas. 
- Acho que de suplemento está bom? Perguntou Rubens.
- Acho que sim, vamos galera... 
Subiram no carro, e seguiram ao centro, chegaram na loja de roupas, e desceram, todos tomando muito cuidado, entraram e começaram a pegar tudo. O que não esperavam era que muitos deles estavam perto dali, parados, e quando ouviram o barulho do carro, foram em direção a eles.
- Ferrou, olha o tanto que ta vindo ali, eles estão rápidos... Gritou Sofia. Fernanda, Rubens, Douglas e Sérgio correram jogando as sacolas dentro do carro, Douglas assumiu a direção, Sofia entrou atrás, junto com Rubens e Sérgio, Douglas deu a partida, Fernanda tentou pular no carro, mas vários deles estavam lhe cercando.
- FEEERRRNNAAANNNDDA PULA, VEM PEGUE MINHA MÃO. Gritava Sofia mais Sérgio. Fernanda tentou correr, mas ficou cercada, e estava tentando corta a cabeça dos zumbis que dava.
- VEM FEH, CORRE, VEM... DOUGLAS VOLTA!
- VÃO, VÃO, PODEM IR... gritou Fernanda.
- VOCÊ ESTÁ LOUCA?! Gritou eles. Fernanda começou a correr em sentido contrário da vam.
- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO, IDIOTA VEM PRA CÁ,  POR FAVOR. Gritou Sofia chorando já, Rubens a abraçou e puxou pra fechar a porta de trás, Sérgio gritava com Douglas que deu a partida e seguiu para a casa, logo a imagem de Fernanda pulando, correndo e cortando, foi desaparecendo. Douglas pisou fundo e quando não, estavam na esquina do Porto Seguro, João que estava na plataforma quase dormindo, despertou-se com o barulho do carro, correu pra abrir o portão, notou que alguns zumbis estavam vindo atrás da vam, e estavam bem mais rápidos. Ele Abriu e fechou com ajuda de Pedro Emanuel. 

- E ai como foram? Perguntou Pedro sorrindo a Douglas que desceu com o rosto vermelho.
- Gente que foi? Perguntou Pedro Emanuel.
- IDIOTA, POR QUE FEZ ISSO? POR QUE NÃO ESPEROU ELA VOLTAR? Gritava Sérgio batendo em Douglas.
- ELA NÃO IA VOLTAR, TÁ ME ESCUTANDO? OU VOCÊ NÃO NOTOU QUANDO ELA SAIU E COMEÇOU A SORRIR? ELA QUERIA ISSO ESTÁ BEM? 
- MENTIROSO, VOCÊ A DEIXOU LÁ. Sérgio estava descontrolado. João Pedro com Pedro Emanuel estavam tentando segurar. 
- Gente que gritaria é essa aqui? Pergunta Ana Maria com Lavínia ao lado.
- Ela morreu! Falou Rubens passando por elas, cabisbaixa.
- ELA QUEM GENTE? Perguntou as duas.
- FEERNANDAAAA. Sérgio começou a gritar e correu pra sala onde eles ficavam. Sofia passou ferozmente por eles, seguindo o outro, os dois ficaram trancando na sala dos líderes.
Rubens e os demais que estavam acordados se dirigiram a mesa das refeições.
- Mas gente como foi isso? Perguntou Ana Maria. Douglas explicou o que aconteceu e tudo mais, depois todos ficaram calados, por um bom tempo até que os demais foram acordando e fazendo parte da mesa.
- Bom dia... falou Carla acompanhada de Sabrina e Samara, Valeska vinha logo atrás com seus dramas. Ninguém a respondeu.
- Credo gente, que caras são essas? Pergunta Sabrina sentando na mesa. 
- É, que foi que aconteceu? É o frio? Carla pegou um chocolate quente que as meninas tinham feito pouco antes dos outros chegarem. E ninguém respondeu.
- Gente já saíram? Perguntou ela sentando na mesa curiosa.
- Sim. Respondeu Pedro Emanuel.
- E ai? 
- Fernanda ficou, não retornou. 
- QUE? Pergunta Sabrina.
- Isso mesmo! respondeu Douglas, levantando e indo para o quarto.
- Gente que babado é esse, perguntou Samara. Rubens e Pedro Emanuel saíram da mesa, acompanhando Douglas. Ana Maria explicou o acontecido. 
- Nossa cara, complicado isso aí, mas tem a certeza que ela morreu? 
- Pela quantidade de zumbis que os meninos falaram, sim!
- E Sofia e Sérgio? Perguntou Carla.
- Estão trancados na sala dos líderes. 
- Vou lá...
- Não, melhor não Carla, der tempo ao tempo. 
E assim eles ficaram conversando os últimos acontecimentos, Ketlyn levantou, Silvanio já havia juntado-se a mesa.

- Oi?! Disse Ketlyn passando por eles, o que os mesmo ficaram olhando para ela assustada e muda. - Vocês estão bem? 
- Sim! todos respondeu.
- Então por que estão com essas caras, é o frio? Não tem mais chocolate quente?
- Lá na outra garrafa... Disse Silvanio
- Há, Obrigado. Ela pegou o Chocolate quente. 
- Não está sabendo? Perguntou Valeska com sorriso vitorioso.
- O que eu não estou sabendo?
- VALESKA... Gritou Lavínia. 
- Fala o que foi gente? Eu em?! 
- Sua amiguinha já era... continuou Valeska.
- Meu Deus, que delicada você em garota... Falou Carla.
- Hã? Amiguinha? Não tô entendo gente, juro que não...
- Ketlyn... veja bem... Tentou explicar Carla
- Pelo amor de Deus, pra que tanto mistério?! Questionou Valeska se pondo de pé - Saíram cedo como o combinado de ontem, e bom sua amiga "Fernanda" não teve uma boa sorte dessa vez, e ficou com os zumbis, entendeu? já era... Antes mesmo de concluir, o copo que estava na mão de Ketlyn foi ao chão, Ela ficou paralisada encarando Valeska. - Que foi menina? 
- Eu não sei onde estou, que eu não te mato menina. Falou Carla levantando indo em direção a Ketlyn. 
- Você está bem Ketty?  Perguntou Carla, pegando nas suas mãos.
- I-Is-Isso.... é, sé-sério ? Perguntou ela com voz tremula quase falhando. Carla fez um pouco de silêncio. - ISSO É SERIO? Gritou Ketlyn, assustando todo mundo.
- Calma Ketlyn ... 
- Calma o que Carla? É sério ou não é? 
- SIM! Gritou Carla. Ketlyn não falou mais nada, apenas saiu correndo em direção ao quarto e o trancou e ficou o resto da tarde lá. 

A tarde foi bem tranquilha, o frio aumentava, já tinha chovido, e voltará em breve a chover, todos estavam nas salas, Silvanio, Ana maria, Carla, Lavínia, Samara e Sabrina estavam vendo outro filme, ficaram a tarde assistindo filmes. Ketlyn continuava trancada na sala, Sofia e Sérgio também, Douglas, Rubens, João Pedro e Pedro Emanuel, estavam deitados no quarto deles, estavam acordados mas ninguém falavam nada.
A noite logo chegou, o silêncio continuava, pouco se era ouvido. 
- Sofia? Sérgio? Vocês estão bem? Perguntou Carla. Ouviu se vozes rocas de dentro da sala, respondendo que sim. - O jantar será na sala de reuniões cabe todos nós, e é quente, venham, ou se quiserem trago para cá, o que vocês preferem ? Não obteve resposta. Quando ela já ia saindo, Sofia abriu a porta.
- A gente já vai, obrigada!
- Certo... O rosto de Sofia estavam um pouco vermelho e inchado.

19hrs12min...

Todos estavam vindo pra sala de reuniões onde seria realizados as refeições no período do inverno. Ketlyn chegou logo depois acompanhada do seu irmão, e recebeu vários olhares curiosos, o que retribuiu da pior forma, com cara de poucos amigos, o jantar começou, eles esperaram um pouco por Sofia e por Sérgio, mas nenhum nem outro.

- Acho que eles não vem! Disse Douglas.
- Também acho! Disse Rubens. Logo viram os dois entrando na sala. Ninguém falou nada, Sofia, e Sérgio sentaram e se serviram, trocaram olhares com Ketlyn e Douglas. Silvanio levantou para se retirar, já havia terminado de comer, como a maioria dali.
- Senta ai Silvanio ninguém levanta! Disse Sérgio se pondo em pé - Bom como todos vocês já sabem do acontecido não é mesmo?! Eu era o vice e passei a ser o líder aqui, eu lamento pelo que aconteceu, e esse assunto vai morrer aqui, hoje nessa mesa, não quero ouvir mais um AÍ sobre isso, vamos continuar como se nada tivesse acontecido....
- Por que não vamos falar e fingir que nada aconteceu? Perguntou Ketlyn.
- Porque é assim, é pra ser assim...
- Não é não...
- Cale se Ketlyn, não complica mais...
- Eu não irei me calar, que tipo de pessoas vocês são, e continuar assim "vamos abafar o caso, morreu já era" e ponto?! Monstros, posso classificar vocês. Sofia se pois de pé.
- Monstros? Nós monstros? Pelo menos a-a a gente... Falou com as lagrimas rolando no rosto já. - A gente, não falamos que a odiávamos em nossa última conversa... A cara de ketlyn ficou pior. 
- Voc-v-você n-não tem esse direito de julgar, TA BOM?! Ketlyn saiu da sala. O que deixou mais curiosos na sala do que imaginava, o barulho foi tomando conta do local.
- SILÊNCIOOOOOOO. gritou Sérgio - Ainda não terminei, Meu vice vai ser Sofia, e vamos continuar da mesma forma okay? Todo mundo entendeu isso? Todos confirmaram que sim. - Ótimo! Sérgio e Sofia saíram da sala e voltaram a se trancar novamente.






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